23 de setembro de 2016

O amor é o que nos (co)move

O amor é o que move o mundo e comove os nossos corações. É ele que nos traz as melhores coisas do mundo. Ele nos traz a felicidade, a paz, o conforto, a confiança, o bem-estar, a segurança, a liberdade, a esperança, a tranquilidade, a construção de um mundo melhor, somente a positividade. O amor quando é verdadeiro, dele não se traz o apego, mas sim a independência, a autonomia, a libertação. Amor de verdade deixa ir, mesmo querendo ficar, pois ele tem asas.

O amor é sinônimo de pureza. Ele é traz benevolência e sutileza. É ternura e carinho. Vem do céu e vem do ar. Para ir embora ou para ficar. 

Amor é aquele que nos move, para andar sempre para frente, nunca para trás. 
É o sentimento mais lindo do mundo. 

O amor é amor. Constantemente.


13 de setembro de 2016

Laninha.

Hoje faz uma semana que ela se foi. Ela que passou oito anos habitando a minha casa, meu coração e o coração de dezenas de pessoas que aqui vinham. Falar de Lana é muito fácil, mesmo. Até porque ela foi mais que uma cadelinha. Às vezes a gente dizia que ela era uma pessoa e parecia de fato uma pessoa mesmo. O olhar dela para nós era indescritível. Eu costumava dizer que ali, por trás daquele olhar, tinha alguém querendo falar tudo o que pensava, expressar tudo o que sentia. Eu gostava de olhar ela nos olhos para ver se conseguia compreender algo que estava ali dentro, apesar de que ela não gostava que ninguém a encarasse. Acho que era timidez ou desconforto mesmo. Quem é que gosta de ser encarado por muito tempo? 
É bem estranho agora, mesmo em tão pouco tempo, ter me acostumado com a ausência dela. Em poucas semanas, ela já não era mais a mesma. Era apenas o corpinho dela e o espírito que estava, aos poucos, se despedindo de todos aqui. Mas é tão impressionante o que me vem na memória, ao lembrar do que ela viveu aqui e do que vivemos juntos com ela. Às vezes é como se eu ouvisse as patinhas dela pela casa, andando devagar, passos pesados de uma gordinha peludinha. Ainda posso ver o sorrisão dela, mostrando todos aqueles dentões, a boquinha aberta, aquela orelha grande balançando... O jeitinho lindo que ela andava e corria pela casa, os latidos altos e grossos (eu dizia que parecia latido de cão e não cadela). Tenho andado pela rua do bairro e minha mente projeta eu mesma e ela ao meu lado, andando juntas para ir ao veterinário. Aquele corpinho gordinho lindo, meio que rebolando, olhava pra mim de vez em quando, sorria, ou queria cheirar alguém que passava por perto na calçada... Eita, saudade, minha gorda!
Era incrível como ela era uma cadela inteligente. Ela entendia e eu digo isso com convicção, ela entendia o que a gente falava, entendia que não era para fazer tal coisa que a gente dizia pra ela não fazer, mesmo que, na nossa ausência, ela fizesse. Ali ela mostrava a teimosia, a 'rebeldia', a chateação por ter sido deixada sozinha. Ah, isso ela fazia muito, por que Lana, ela gostava de carinho, de chamego, de aperto, de aconchego... Ela gostava de estar por perto, de receber afagos, de sentir o cheiro, o calor, dos abraços e beijos. Lana gostava e muito de amor. De dar e de receber amor. Não era em pouca quantidade, mas sim em muita, em abundância. Nunca faltou amor da parte dela e de quem estava por perto para lhe oferecer. 
Me vem à memoria também certo dia (escrevi sobre esse dia na minha primeira postagem do blog, aqui) que eu estava sozinha em casa, há uns anos atrás. Era noite, e eu geralmente tinha medo, por ouvir barulhos estranhos, coisa boba de todo mundo que já ficou sozinho em casa. Eu me agarrava a ela e ela ficava, é claro, carinho e dengo não faltavam. E pense num companheirismo que era Lana. Nunca houve igual. 
Lana viveu até os seus 10 anos de idade. E viveu muito, mas muito bem! Todo dia o vovô lhe dava melancia, e digamos que era a sua fruta preferida, além de banana, maçã, e tudo o que mais tivesse. Ah, e o tomate! Não posso esquecer do tomate. Lana sabia quando eu estava cortando exatamente o tomate. Eu poderia estar com um monte de coisa para cortar, mas acho que era o som da faca no tomate, o cheiro que exalava, ela sabia! Lá vinha ela correndo e ficava com a cara em cima de mim esperando pedacinhos de tomate, outra preferência dela. 
Algo que eu não me esqueço jamais, o dia em que ela chegou aqui. Tinha seus dois anos de idade se não me engano. Ela ficou pelo quintal, já era acostumava na antiga casa (mas isso foi por pouco tempo, por que Lana virou moradora oficial da 618 e sua cama era uma cadeira 'branca'). Ela parecia estar só de passagem por aqui, pois seus primeiros donos viajaram. Fui no quintal ver algo e aquele ser peludo pulou em mim (ela tinha a mania de pular em cima de todo mundo). Eu não gostei na hora, confesso, fiquei agoniada. E mais ainda, as unhas dela eram enormes e ela arranhou a minha perna esquerda todinha, que fez uma grande ferida. Lembro que a cicatriz dessa ferida ficou por muito tempo na minha perna, provavelmente por uns 3 anos. Eu sempre olhava para a cicatriz e lembrava do primeiro dia dela aqui em casa e sinto por hoje não ter mais aquela cicatriz, pois eu realmente gostava. 
São tantas lembranças, tantas coisas vividas, que acredito que a vida dela caberia num livro ou mais. Sem contar a chegada de outros animaizinhos por aqui. Leona, a minha gatinha, a única a quem ela se afeiçoou. Depois a irmãzinha Bela, que no início ela não quis nem saber, ficou com ciúmes pois teria aquela máxima atenção sendo dividida pela metade. Depois o gatinho Matias, a quem pouco ela se aproximou e Jujuba, outra gatinha que ela não dava a mínima, mas que passava do lado, cheirava a cabecinha e ia embora. 
Já hoje, há uma semana de sua partida, não consigo sentir tristeza. Isso eu não sinto. Eu sinto felicidade, satisfação, alegria, por ela ter entrado nas nossas vidas, ensinado esse amor canino que só ela soube nos mostrar, por ela ter feito essa casa mais viva, mais alegre, mais feliz, por ela ter recepcionado muito bem todos que aqui chegavam e até nós mesmos, por tudo que ela nos mostrou através daquele olhar, daquele carinho, daquele dengo. Eu me sinto muito feliz por ter dado um lar para ela, que poucos animaizinhos hoje em dia têm. Me sinto realizada por ter oferecido tudo o que há de bom que um animalzinho pode ter. Lana teve tudo do bom e do melhor, isso não há como negar. A vida dela de 10 anos foi maravilhosa e eu acredito que ela se foi com uma enorme gratidão por todos, por tudo o que fizemos por ela e por tudo o que ela viveu aqui. Eu nunca vou esquecer aquele olhar, eu nunca vou esquecer aquele sorriso, nem aquele latido 'chato', muito menos aquele abraço, aquele cheirinho, nem aqueles vários apelidos que eu dava e que ela atendia a todos (Seleu, Selinho, Selelinho, Gorda, Gordureu, Tio Gordão, entre outros milhares). Eu nunca vou esquecer o Gordureu mais lindo dessa Terra. E nem nunca deixarei de amar. 

Lana, a eterna gordinha grandiosa. ❤

2 de setembro de 2016

Junge, wie kannst du so hübsch sein?

Como pode ter o sorriso mais atraente que já vi?
Como pode?
Como pode me deixar tão bem somente com a presença?
Como pode?
Como pode ter esse olhar que me queima por dentro?
Como pode?
Como pode ser tão carinhoso e ao mesmo tempo tão abrasador no tato?
Como pode?
Como pode me trazer tanta paz e me aliviar de qualquer dor?
Como pode?
Como pode meu coração estar a gritar cada vez mais por tu?
Como pode?
Como pode ter o beijo mais doce e mais gostoso que já senti?
Como pode?
Como pode me inspirar as mais belas palavras que saem da minha mente?
Como pode?

Como pode ser tão lindo?
Como pode?
Como pode ser tão irresistível?
Como pode?
Como pode ser tão doce e tão belo?
Como pode?

Como pode ser tão cruel e viver longe de mim?
Como pode?
Como pode ser tão resistente e me deixar aqui?
Como pode?

Como pode ser tão do mundo e nada meu?
Como pode?