31 de julho de 2016

Segundo jardim.

Lembro-me bem do rosto estampado em seu rosto quando me viu chegando. Uma brisa bateu e levantou meu vestido. Você riu de mim, do jeito que sempre ri e eu, tímida, fiquei segurando a roupa para não voar novamente. Sentei do teu lado, olhando nos teus olhos. Você me colocou no colo e disse baixinho no meu ouvido que adoraria que ventasse mais forte pra poder ver meu corpo por debaixo da minha roupa. Achei graça e lhe dei um beijo de leve. Você fez uma careta e disse que aquilo não era beijo. Tasquei-lhe um beijão, tirei todo o teu fôlego, e você ficou todo ofegante. Pela cara de satisfação que eu vi, com certeza não reclamaria mais. 
O dia estava bem bonito, tranquilo e agradável. Te levei para andar na praia, para sentirmos mais de perto aquela brisa marítima que tanto acalentava nosso espírito. Corremos na areia, molhamos nossos pés na água, rimos da vida... Deitamos na areia e vimos que o céu estava ficando cinza, demonstrando vir ali uma chuva. Segurei na tua mão e fechei meus olhos. Pinguinhos de chuva tocaram nossas fases e eu senti uma harmonia emanando entre nós. O barulhinho do mar era como uma canção de ninar pros nossos ouvidos. Aquela serenidade me deixou leve e feliz. Todos os meus sentidos estavam ali, funcionando a mil. Queria eternizar aquele momento: eu, você e toda aquela paz em volta de nós.