29 de janeiro de 2016

Tu, minha amada.

Tu me apareces. De noite ou de dia. E também de madrugada.
Tem dias que tu somes de minha vida. E eu fico triste com a tua ausência.
Quando te vejo, meu coração se acalma. Fica leve.
Quando te vejo, meus olhos brilham. Eu me encho de emoção com tua luz.
Eu te olho e sinto uma felicidade plena dentro de mim. Vontade de chorar de alegria.
Tu me encantas, me traz paz, me traz tantas sensações boas que eu nem sei ao menos como descrevê-las.
Se fecho os olhos e sinto tua luz sobre mim, é como se tu estivesses me tocando e me acariciando.
Quando tu tocas o mar, meu ser se enche de euforia. Não sabes como é prazeroso observar teu reflexo na água dançante.
Não sei se já percebesses, mas tu és minha fonte de inspiração.
Basta só um olhar para ti que mil pensamentos invadem minha mente. Os melhores, os mais bonitos, os mais cheios de contentamentos.
Queria um dia poder chegar perto de tu e te abraçar, mas fico mesmo satisfeita em te olhar lá no alto do céu, brilhando e iluminando o mundo e a mim.
Tu és a maravilha que acende minha vida. És o satélite mais lindo e esplendoroso que existe dentre todas as galáxias do universo.



"I can't take my eyes off you."

22 de janeiro de 2016

A menina da saia amarela.

Todo dia ela passava na frente do meu prédio. E ela vinha, com seus cabelos ao vento, como se estivesse numa passarela esperando ser fotografada. Ela caminhava a passos lentos, sempre olhando para frente, como se nada existisse ao seu redor. Tinha um rosto angelical de menina e jeito e corpo de mulher. Era aquilo que me atraia e me chamava atenção nela; doce e ao mesmo tempo ardente. Eu não podia me conter ao vê-la, estava sempre a espreitá-la. Sabia exatamente o horário em que ela ia passar por aqui e já ficava em minha janela, ansioso, esperando ela passar. Aqueles segundos eram preciosos para mim, faziam meu dia inteiro valer a pena. Todo dia ela estava a usar aquela saia amarela, amarelo cor de fogo. Parecia que era intencional usar aquela saia, para deixar-me louco e delirar por ela. Eu queria era arrancar aquela saia e mergulhar dentro dela, me queimar e me incendiar com as chamas de seu corpo, me perder em suas curvas e encontrar o caminho do prazer. 
Certo dia tive coragem de sair da minha janela e esperá-la na calçada. Cheguei bem adiantado para não perdê-la de vista, mas as horas, os minutos, os segundos pareciam uma eternidade. Eu não sabia o que fazer enquanto a esperava, me tremia, estava ansioso, com o corpo quente e suando, com frio na barriga... E eis que ela surge lá de longe, com sua saia amarela, com seus olhos brilhantes. E que olhos! Parecia uma deusa, um ser extraordinário de outro mundo, alguém que não parecia existir na realidade. Mas era ela, a fascinante menina da saia amarela, que me tomava todos os pensamentos e me arrancava todas as noites, me deixando numa insônia interminável, imaginando poder tê-la em meus braços. Ela parecia mais linda que nunca, vista de perto. E como num filme, ela caminhou em minha direção em câmera lenta, seus olhos se encontraram com os meus e ela sorriu ao me ver observando-a. Senti um calafrio pelo corpo ao notar que aquele sorriso encantador era direcionado para mim. Não tinha ninguém próximo, éramos só nós dois, eu e ela, a menina da saia amarela. A distância entre nós parecia muito longa, eu quis ir ao encontro dela, mas minhas pernas petrificaram no chão, não consegui mover nenhum músculo sequer. Que efeito era esse que ela tinha sobre mim? Eu me senti alucinado, entrando em devaneios. Ela aparentava ser uma miragem, eu achei que estava sonhando acordado, mas ela chegou perto de mim, senti um vento forte me tirar do lugar, quase caí no chão, mas ela me segurou pelo braço. Aquilo fez estremecer meu coração, chacoalhou tudo aqui dentro, como se fosse sair da minha boca. Senti seu perfume adocicado no ar e quase me embriaguei com o aroma.
Ainda segurando pelo meu braço para me manter de pé, ela me guiou por um caminho sinuoso, que eu não conhecia até então. Eu não conseguia falar nada e ela também não se expressava verbalmente, apenas me olhava com um olhar abrasador de me tirar o fôlego. Eu não sabia para onde ela estava me levando, mas não estava me importando muito com o destino. Só de estar sendo guiado por ela já satisfazia todas as minhas vontades. Ela me levou a um campo aberto e me conduziu para uma relva, onde deitou seu corpo, desejando que eu fizesse o mesmo. Eu não conseguia parar de olhar para ela e para aquela saia amarela que eu tanto queria arrancar. Passei alguns segundos inerte, mas deitei sobre ela, a livrei da saia amarela e afundei-me em todo o seu ser.

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15 de janeiro de 2016

Madrugada.

Por que a madrugada é tão nostálgica e tão inspiradora? Me peguei pensando nessa pergunta e ainda não consigo encontrar uma resposta para ela. Não sei, a madrugada me parece muito maior do que ela é, do que ela costuma me mostrar. Ela me traz aqueles fantasmas profundos, anjos e demônios, me traz paz e guerra, numa constante yin yang, trazendo felicidade e tristeza, dor e prazer... Ela é mágica e decepcionante ao mesmo tempo, confunde meus pensamentos e sentimentos. Me coloca no topo do mundo e no fundo do mar. Me faz voar e me afogar, em suas horas que se entranham por mim. Ela é finita, mas parece nunca ter um fim. É sombria, mas me presenteia com iluminação. 
A madrugada, hora mais serena e sossegada do dia, me abraça, me acalma, me laça. Me prende em suas vísceras e me transporta para um outro lugar, outra região, outro mundo. O meu mundo.

11 de janeiro de 2016

Desire.

Foram anos de desejos escondidos, estes que agora estavam bem salientes. E após esses anos, eles se encontraram. Nenhuma vontade foi apagada pelo tempo, somente estavam secretamente ocultas, no mais profundo de seus íntimos. Houve, em tempos atrás, algo que liberasse este apetite, mas nada que pudessem fazer, pois suas vidas eram diferentes e o momento deveras inoportuno para ambos. Porém, o instante era aquele: um encontro imprevisível numa noite de poucas expectativas, que resultou em inúmeras possibilidades de acontecimentos. Foi repentino, nada programado ou esperado, simplesmente aconteceu. Não parecia real, nada parecia estar ocorrendo de verdade, um sonho que se sonha quando se está acordado, algo além do surreal. E por ser desta forma, como foi, é que deu magia e encanto a todos os segundos vividos, de um modo especial. Apenas uma noite, aquela inevitável noite, que poderia ser guardada e lembrada pelo resto de suas vidas.