8 de maio de 2014

Coração ébrio.


Ele se apressa, anda rápido, corre. Bate forte. Toma tragos e mais tragos de um líquido etílico qualquer. A única função é embriagar-se. Não tem medo algum e bebe à custa das horas, vê o tempo passar. Não se importa. Balança, mexe, não trava, não para. Quase cai, mas se ajusta e equilibra, continua no seu ritmo. Meio desvairado, meio alucinado. O estado ébrio é permanente. Não se entristece. É feliz e não pensa em nada, só age. A sobriedade está longe, não volta cedo, mandou dar um passeio. Ser sóbrio é sinônimo de mente e sensações sãs. Ai daquele coração são. Não quer ser consequente ou comedido. Ele é insano, bêbado... Pede álcool, pede loucura, pede delírio, e tudo isso sem censura. Porque ele é assim: sempre pedindo mais uma dose de insensatez.

3 comentários:

  1. O bar da existência está sempre aberto pra quem deseja negligenciar a própria vida.
    E quantas analogias cativantes estão nessas suas linhas.
    Insensatos somos e pedimos mais.

    Bom saber que esse espaço continua.

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  2. Eu vou reler. Pq eu tô anestesiada. Tô marcando pra não esquecer onde eu parei.

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  3. Reli, fiquei com os pontos finais me travando, como quem diz: - preste atenção menina embriagada.
    mesmo que eu não tenha bebido, fiquei divagando nas linhas, não sei de quantas horas de vida a gente precisa pra se sentir insano e entorpecido pelas circunstâncias.

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Me incentive um pouco mais.