24 de março de 2013

Uma década.

Uma década se passou. Uma década sem teu sorriso, sem teu amor, sem tua presença. Uma década sem você. Uma viagem longa, sem volta. O tempo corre, passa depressa. Apesar de tudo, não parece que você se foi há tanto tempo. A saudade é sempre presente. O vazio do coração ainda está lá, numa face meio oca. Um vazio eterno, falsamente preenchido pelas lembranças. As boas lembranças daquele lindo sorriso que saia dos teus lábios, que contagiava a todos... Assim vivo, coberta, mergulhada de lembranças, das poucas e boas que possuo. Vivendo assim pelas próximas décadas, até um dia poder te encontrar novamente, na imensidão. 


11 de março de 2013

Lânguido.


E então você fecha os olhos e ouve sons, ao longe, sons de luzes que se apagam, do mar comendo e salgando a areia e você ver a vida, de olhos fechados e sente o cheiro de caramelo queimado, que é doce, bem doce. E você bebe o ar, o ar denso de uma noite vazia sendo devorada pela solidão. E você come, engole e deixa que o ar se solidifique por dentro. E você toca no vácuo do seu coração e toca nas sementes não germinadas de uma árvore extinta. E você apenas fecha os olhos e fecha e não os abre, não mais para o mundo. O mundo é você, apenas você e ele está dentro do seu ser e então explode esse mundo, o mundo que é somente seu, o mundo que é você. E, de olhos bem fechados, você vive e enxerga por dentro.