22 de novembro de 2012

Dez-amor.



Rasga por dentro e faz-se feridas
Queima como gelo na pele
Quebra ossos em formas indefinidas
Enquanto o sangue se expele

Sem razão abraça a dor
Naquele gosto de amargar
Descolorido, sem cor
Com lágrimas a desabar

Não encontra nenhum sentido
Só grandes buracos sem fim
E aquilo que foi mantido
Ainda é duro como marfim

Espera-se o melhor do vento
Que para longe leve embora
Este inválido sentimento
Que ainda hoje apavora. 


#rimasbaratas

6 comentários:

  1. O sol seca qualquer lágrima e o vento leva qualquer dor! linda poesia Srta, abraços

    ResponderExcluir
  2. Um sentimento inválido, o que viria a ser? Um sentimento que não pode se mover? Que não pode correr de dentro de nós e sumir de nossas vidas?

    Gostei da Poesia, rimas boas, ritmo agradável, delícia de blog Laura.

    Amo passar por você.

    Um Beijo

    ResponderExcluir
  3. Lindo!!
    você quem escreve? ^-^

    help-adolecentro.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  4. Lindo mesmo! Adorei.
    Esse layout combinou muito com o blog. *-*

    ResponderExcluir
  5. ~Que para longe leve embora
    Este inválido sentimento
    Que ainda hoje apavora.~

    Leva embora, peloamor. Já não é mais necessário. Consigo me identificar aí

    Ficou massa, Inercya. Mas ficou dolorido.

    ResponderExcluir
  6. Como pode algo conseguir machucar tanto quando na verdade já não deveria mais incomodar?
    Adorei o poema *-*

    ResponderExcluir

Me incentive um pouco mais.