14 de julho de 2012

Reencontro.

Ela deitou em seu colo, fechou os olhos e pediu para que ele acariciasse seus cabelos. Uma sensação de infinito invadiu o corpo dela e era como se estivesse flutuando, como se o mundo ao redor não existisse. Não era uma nova sensação, ela já sentira outras vezes, outras muitas vezes, mas parecia uma sensação renovada, e de fato diferente, pois há tempos não sentia aquelas mãos pesadas sobre si. Os olhos dela continuavam fechados, mas sabia que os dele se mantinham sobre ela e por isso sorria, imaginando aqueles olhos brilhantes admirando a sua face serena. Não pronunciavam nenhuma palavra, aquele momento não precisava. Os toques bastavam. O barulho de suas respirações bastavam. Mas, em algum momento, foi como se se entregassem novamente a um antigo sentimento. A vontade de toques mais profundos surgiu e foi ele que iniciou, descendo a mão por sua cintura, chegando em suas pernas. Ela tinha suas vontades e acreditou que ele também, e esperava, ansiosa e um pouco ofegante, que ele a tocasse. Um beijo adocicado surgiu de repente, e ela o recebeu, surpresa, mas com uma retribuição incrível. Os corpos se tocaram novamente e ambos tremiam, de ânsia, de desejo, de carinho, e por que não?, de amor. Sentiram a pele, o calor, a energia, um do outro, e mesmo aquele instante passando rapidamente, transmitiu uma sensação de eternidade. E a julgar pelos olhares, ainda havia, sim, mesmo que pequena e remota, uma chama de amor.  

6 de julho de 2012

Três.

- E então, você vai ligar para ela?
- Tem certeza disso?
- Já pensei muito sobre isso e seus argumentos acabaram me convencendo. Então, eu tenho certeza!
- Tudo bem então, vou ligar.

Teresa sempre deve dúvidas quanto ao que pretendiam fazer, mas Tomas tinha um incrível poder de persuasão e ela por fim se deu por vencida pelas palavras do namorado. Meia hora depois do telefonema, o interfone toca e logo depois a campainha. Sabina chegou ao minúsculo apartamento de Tomas e Teresa num vestido amarelo queimado provocante, observando tudo ao seu redor. O casal estava sentado no sofá e havia certa tensão entre eles e Sabina não duvidava que seria assim, por isso, logo ao entrar no apartamento, tirou da sacola que trazia consigo um vinho importado. Era um grande início para a noite que pretendiam ter. 

Teresa já estava jogada no tapete da sala, com sua taça praticamente vazia, pedindo por mais vinho. Sabina se encontrava na varanda com Tomas, acariciando a nuca dele, entre uns beijos e outros, ao que Tomas respondeu com um beijo devorador em sua boca. Aquele panorama incentivou Teresa e ela mesma se levantou, encheu sua taça e bebeu o líquido de uma só vez e foi em direção à varanda para se juntar aos dois audaciosos. Sabina e Tomas ainda se beijavam quando Teresa entrou no ritmo deles, invadindo o beijo de maneira ousada. Após a entrada de Teresa, Sabina saiu de cena para observar os dois e aproveitou para fazer carícias duplas. Tomas então começou a acariciar o corpo de Teresa e foi abrindo sua blusa, enfiando a mão à procura dos seios da namorada. Vendo aquilo, Sabina, já excitada, foi se despindo, ali mesmo. Deixou seu vestido amarelo queimado provocante deslizar pelo seu corpo até cair no chão. Mais provocante ainda era a a lingerie que usava: preta, com rendas minuciosamente detalhadas. 


Em poucos minutos, os três já estavam no quarto, totalmente despidos, tanto de roupas, quanto de vergonha ou pudor. Beijos lésbicos foi o que mais aconteceu no início. Teresa, que nunca teve nenhum tipo de experiência como aquela, estava bastante excitada e empolgada com tudo aquilo que não largava a boca de Sabina. Tomas observava as duas se beijando e aproveitava para agradá-las com a boca, cada uma individualmente. Os gritos e os gemidos eram abafados pelos beijos ardentes das novas amantes. O ambiente ficava cada vez mais quente, os corpos cada vez mais molhados de suor, desejando os prazeres carnais, a luxúria, alimentando e aumentando a libido, o desejo e o anseio pelo corpo alheio. 


Fizeram de tudo o que podiam fazer entre quarto paredes e pela feição dos três ao se deitarem, um ao lado do outro, depois de três horas ativas, pode-se dizer que aquela foi a melhor e maior experiência que tiveram, até mesmo para Sabina, que já tinha se deitado com vários casais. O álcool já havia saído pelos poros deles, mas mesmo assim não sentiam mais vergonha daquilo. Estavam tranquilos, se sentiam bem e confortáveis diante daquela situação. Esgotados de todas as ações, optaram por dormir como estavam, nus. 


Ao acordar, Teresa sentiu uma dor de cabeça imensa, mas sorriu ao lembrar da noite que tiveram. Tomas dormia tranquilamente, com sua respiração pesada e alta. Não havia nenhum sinal de Sabina. Teresa procurou por todos os cantos, mas percebeu que ela não dormiu com eles. Era como se a presença de Sabina naquela noite não passasse de uma visão fantasmagórica, pois nem mesmo a garrafa de vinho ali se encontrava. Ainda exausta, porém despreocupada, Teresa voltou para a cama e se aninhou ao corpo nu de Tomas. Do outro lado da cidade, Sabina, em seu vestido amarelo queimado, sorria e se preparava para sua próxima noite.