12 de fevereiro de 2012

Conectados.

Ela chegou completamente suada em minha casa. O encontro foi marcado há uns dias atrás e eu estava esperando ansiosamente por esse dia. Eu tinha fome, ainda não havia almoçado. Mas minha fome só ela podia saciar e eu estava certo de que ela já sabia disso. Pediu-me uma toalha para tomar banho; queria ter seu corpo cheiroso para mim. Mas eu bem que a queria daquele jeito, com o corpo todo molhado. Enquanto eu saciava a minha falsa fome, ela tomava banho. Ouvi o barulho do chuveiro e desejei muito estar ali, mas ela preferiu se banhar sozinha naquele momento. Saiu vestida, com a mesma roupa suada que chegou. Pensei que sairia de toalha para me provocar, mas não, estava ela quase totalmente igual quando chegou, só que bem mais provocante, com seus cabelos molhados. Trocamos olhares demorados, ela parecia querer me provocar ainda mais. Sentou em meu colo e beijou minha orelha. Um arrepio correu pelo meu corpo todo. Retribui o gesto e ela se contorcia enquanto se arrepiava. Eu adorava vê-la assim; me excitava rapidamente, me fazia querer tê-la o quanto antes. Mas ela não parecia ter pressa. Então a despi, tirei peça por peça, devagar, como ela queria. E ela fez o mesmo comigo, me despindo todo. Quando estávamos completamente nus, percorri todo o corpo dela, alterando entre toques e beijos. Sua respiração ofegava a cada toque, a cada beijo meu. Me repelia e me puxava ao mesmo tempo, sempre indicando para onde eu deveria ir. Eu não podia mais esperar, não naquele estado de êxtase em que nos encontrávamos. Levei-a nos meus braços e a coloquei em minha cama. Sua expressão facial me fazia um pedido e eu não precisei pensar duas vezes para poder entender. Conectamos-nos, à luz do dia, enquanto o tempo passava lá fora. Nossa pele ardia e o atrito parecia magnético. Mas num determinado momento nossos corpos desfaleceram e repousaram lado a lado. Horas depois eu estava só novamente e um único pensamento vagava em minha mente: Que os dias passem rápido para eu tê-la novamente em minha cama.

7 de fevereiro de 2012

Le temps détruit tout.



Em seis meses ele voltaria. A viagem seria curta. O tempo, esse que corre, correria ainda mais, para não angustiar o coração de quem ama. Vai passar rápido, você vai ver, uns diziam, tentando confortá-la. Mas ninguém queria estar em seu lugar, ninguém queria passar por esse sofrimento. Todos a entendia, é claro, mas tentavam afugentá-la da dor e da tristeza. Ela trancava-se em seu quarto, não queria ver ninguém; chorava só. A melancolia se esvaia através de seus poros, inundando todo o ambiente, fazendo-a afogar-se. Ela sabia que o tempo pararia, que andaria devagar, como se não tivesse pressa de passar, como se quisesse aumentar o sofrimento, retardar ainda mais a volta daquele a quem tanto tinha apreço, a quem tanto amava. Por noites, se jogava na bebida, sozinha ou em companhias amigas. Com o álcool lhe correndo as veias, não pensava mais em nada; ou na verdade, não queria pensar. Dormia em camas desconhecidas e quando acordava o arrependimento encontrava sua porta. Não queria mais isso, não queria mais nada; somente que o tempo passasse. E depressa. E o tempo passou. Seu coração vibrava agitado. O sorriso lhe voltou à boca. O abraço foi o mais demorado possível. O beijo acalentador, grudado. Os dias pareciam correr bem e o amor o mesmo de antes. Porém algo mudou. Nada se sabe. E simplesmente o amor não era o mesmo de antes. Por todo esse tempo, nunca foi. Perdeu-se no tempo, ficou preso em algum lugar. Não se podia achar. E o que ficou no tempo nunca mais voltou.




saudade daqui. voltarei e responderei aos comentários assim que puder. :*