29 de outubro de 2011

24 de outubro de 2011

Necessidade de escrever.

A necessidade de escrever implica tantas coisas. O tempo, a imaginação, a criatividade, a mente aberta, o desejo pelas palavras, o sentido das palavras, os objetos à vista, a disposição para tal, os artefatos disponíveis para o ato, o querer e o poder escrever. Eu tenho muito essa necessidade de escrever. Penso constantemente no que escrever, como escrever e quando escrever. Mas eu me deparo com muitos obstáculos à minha frente. São tantos esses que me impedem de fazer o que eu gosto e que me faz bem... Esses obstáculos podem e devem ser vencidos. Isso depende totalmente de mim, é claro. Não falta em mim vontade, de jeito nenhum. Vontade sempre tenho. Quando vejo alguma cena a minha frente, já penso em como descrevê-la e em que história ela poderia se encaixar. Ou simplesmente quando um pensamento paira sobre a minha mente, já penso em como juntar as palavras para formar uma frase. Porém, para escrever, não é somente ter a vontade. É ter todas as coisas que citei lá em cima e mais um pouco. Eu posso dizer que tenho todas essas coisas 'em mão', mas não é sempre que elas aparecem juntas. Mesmo dependendo de mim, mesmo que eu possa vencer os obstáculos, algo irá surgir. Acho que primeiramente, eu tenho que estar bem comigo mesma, organizar as minhas ideias e produzir, mesmo que eu tenha obstáculos. Até porque escrevendo, eu posso vencê-los.




(se bem que não sei se organizei as ideias direito)

15 de outubro de 2011

Amnésia.

A memória é falha. Apenas alguns borrões flutuam na mente. A ordem dos acontecimentos não existe. Os pequenos feitos, as atitudes sem sentido, nada é lembrado. As cenas se passam rapidamente, por corredores estreitos e sem luz. Não há o que fazer para as lembranças voltarem. Foi tudo apagado pelo tempo, como poeira levada pelo vento.

Somente o vazio é enxergado.

9 de outubro de 2011

- Oi, querido! Bom dia!
- Onde você estava a noite passada, mulher?
- Eu estava tomando banho.
- Mentira! Eu te procurei pela casa toda e não te encontrei.
- Querido, não estou mentindo. Eu estava realmente tomando banho.
- Mas o banheiro estava vazio. Não tinha ninguém lá.
- É que eu fui tomar banho no banheiro do nosso vizinho.
- Que vizinho?!
- Fernando, do quarto andar.
- Por que você foi tomar banho lá?
- Querido, eu estava precisando de um banho, mas aqui não tinha água.
- Como assim não tinha água?
- Você não pagou a conta, querido. Cortaram nossa água.
- E por que você foi justamente ao apartamento de Fernando?
- Ah, querido, ele ofereceu o banheiro dele. E ainda mais, não tinha sabonete aqui em casa.
- Você deveria ter saído para comprar.
- E de que adiantaria ter sabonete se não tinha água?
- Você deveria ter me avisado, eu pagaria a conta.
- Mas ia demorar para chegar. E ele foi tão gentil cedendo o banheiro dele.
- Mas você só tomou banho?
- E o que eu mais faria, querido?
- Não sei, ele está sempre olhando para você, acho que ele tem alguma intenção.
- Não, não. Jamais! Ele é muito respeitoso.
- E por que você não voltou depois do banho?
- Querido, você não vai acreditar! Eu estava tomando banho e o sabonete caiu no chão, bem na hora que faltou luz no prédio todo. Gritei por Fernando e ele veio me acudir. Eu não enxergava nada, mas Fernando entrou para me ajudar a procurar o sabonete. Ele tirou a roupa, para que não molhasse, pois o chuveiro estava ligado. Eu me abaixei e por incrível que pareça, achei o sabonete. Só que dei um jeito no meu braço. Eu não conseguia movê-lo e ainda nem tinha terminado o banho. Fernando me ajudou mais uma vez e terminou de me ensaboar. Enxugou meu corpo todo, gota por gota e me levou para cama.
- ELE LHE LEVOU PARA A CAMA?
- Sim, querido, mas calma, ele me levou para a cama para cuidar do meu braço.
- Hm, achei que fosse outra coisa.
- Sim, querido, me deixe terminar. Brincamos de médico. Digo, ele se passou por médico, cuidou do meu braço com tanta delicadeza. Cuidou com tanto carinho de mim, querido, que eu acabei adormecendo. Ele ficou com pena de me acordar, veja só! Me deixou dormir ali, do lado dele. Aí hoje de manhã, me acordei, peguei minha roupa que estava no banheiro e agradeci muito por ele ter feito tudo o que me fez. Está vendo, querido? Fernando não é um homem mau, ele só cuidou de mim, como qualquer outra pessoa faria.
- Desculpe-me por desconfiar de você, meu amor. É que eu cheguei e não vi você, nossa! Fiquei muito desconfiado. Me perdoa, por favor? Eu vou falar com Fernando e agradecer tudo o que ele fez por você.
- Ótimo, querido. É assim que você deve agir. Nada de atritos entre vizinhos.
- Agora vem cá, meu amor, vem me dar um beijinho.
- Ah, querido, estou tão cansada. Meu bracinho ainda dói. Passou a noite todinha assim, acho que vai demorar para sarar. E minhas pernas doem, minha boca dói. Estou toda dolorida. É que dormir em outra cama é tão cansativo... Você entende, não é, querido?
- Entendo sim, meu amor. Vá, vá descansar. Qualquer coisa, é só me chamar, está bem?
- Obrigada, querido. Você é um anjo!


Inspirado em uma encenação.

1 de outubro de 2011

Adeus, pensamentos.


Os maus pensamentos... aqueles que perturbam durante o dia, durante a tarde, durante a noite. Aqueles pensamentos impuros, que não saem da cabeça por um minuto sequer. Aqueles que grudam feito chiclete na mente. Aqueles que já são banalizados. Aqueles que nos tiram o sono.

Aqueles, esses... esses pensamentos foram embora. E espero que não batam na porta nunca mais.