20 de setembro de 2011

14 de setembro de 2011


O amor aparece quando menos esperamos
E cresce à medida que o tempo vai passando
Não tem hora para acabar
Ele veio para ficar
Estará sempre comigo
Até o infinito.

10 de setembro de 2011

7 de setembro de 2011

Aquele triste dia.

Hoje é feriado, mas isso pouco me importa. O que vim aqui para contar é uma triste e verdadeira história que passei e, por mais que ainda seja recente, não consigo para de pensar. Mas para contá-la, prefiro fazê-la do início, para entendimento de todos.

Estávamos eu e uns amigos, depois da aula, indo para um bar ao redor da faculdade. Costumamos passar pela roleta, que é a entrada precária que a faculdade fornece como acesso, mas nesse dia, decidimos ir por uma abertura das grades que cercam o campus, só por ficar um pouco mais perto de onde queríamos chegar. Não poderíamos chamar aquilo nem de entrada, nem de saída, é apenas uma abertura que a maioria dos alunos utiliza como acesso. E como fazemos parte da maioria, geralmente passamos por lá. É estreita, mas mesmo assim, todos conseguem passar. Então, a passar por essa abertura, avistamos um cãozinho, deitado entre palhas, matos e pedaços de roupas velhas. Nesse dia tinha chovido, mas a chuva já havia cessado e notamos que o cãozinho estava molhado, tremendo de frio e muito, mais muito magro. Olhamos para ele com uma pena tão grande e sem saber o que fazer para ajudá-lo. Ele estava fraco, com a aparência muito triste e eu digo que, pelo olhar dele, estava chorando. Eu senti isso e ainda sinto até hoje que aquele olhar era de uma tristeza imensa que carregava em seu ser (nesta parte da escrita, minhas mãos tremem). Perguntei se alguém tinha comida, algo que pudesse alimentar o cãozinho. Uma amiga tinha um salgadinho e jogou um pouco perto dele, mas ele nem sequer cheirou a comida. Dava para ver que ele não tinha forças nem para mastigar e que, como estava muito magro e fraco, provavelmente fazia tempo que não comia e quando isso acontece, mesmo que tenha fome e comida, ele não conseguiria. Não tínhamos ideia do que fazer com aquele cãozinho e então deixamos ele lá, junto com a sua sorte. Meu coração doeu quando eu fui andando e virei as costas para aquele ser tão indefeso, tão fraco, tão só. E eu olhei para trás e ele nos olhava, com aquela mesma carinha de triste que encontramos (nesta parte da escrita, meus olhos lacrimejam). Chegamos ao bar e contamos o que vimos. Eu ainda estava incomodada com a nossa anti-atitude. Sei que, depois desse dia, não mais fomos no bar, não mais passamos por ali. Mas ontem, quando eu passei por lá com uma amiga, vimos o que já imaginávamos. Não preciso nem descrever, pois vocês já imaginam, assim como eu imaginei. E aí meu coração doeu mais ainda. Doeu por que eu me senti a responsável de deixar que a sorte levasse aquele cãozinho. Doeu por que eu nada fiz, virei as costas para aquele ser inofensivo, aquele ser que não tinha como se cuidar, como se defender das leis da natureza ou outro ser que pudesse ajudá-lo. O arrependimento tomou conta de mim e eu preferia não ter visto nem ontem e nem no dia que o encontramos ainda com vida. Digo isso por que há sofrimento dentro de mim. Mas eu ainda penso: outras pessoas passaram por ali, e provavelmente viram o cãozinho. Assim como nós, essas outras pessoas não fizeram nada por ele. Assim como nós, essas pessoas viraram a cara para ele, deixando a sorte ao seu lado.

Vou dizer uma coisa que eu sinto... Eu sinto mais pena de ver um cãozinho, assim como esse que eu vi, sozinho à própria sorte, que ver um ser humano. O ser humano é tão vil, que não é digno de pena, assim como eu. O ser humano pode se defender, a vida, digamos, é mais fácil para ele, se for comparar com a vida de um animal. O animal vive sozinho, mas o ser humano não.

Se um dia alguém encontrar um animal assim como eu encontrei, por favor, não vire as costas, não faça o que eu fiz. Poupe a vida dele e sinta-se feliz por ter tirado este ser de seu terrível destino.

5 de setembro de 2011

Não te leva a lugar nenhum.

Ah, é fácil falar do sol. Vou compor uma poesia:
"O sol, seus raios
Iluminam meu viver
E com seu calor
Não me faz sofrer..."
e por aí vai. É fácil falar das flores, oh, da terra úmida quando chove, dos pássaros cantando, das ondas do mar em seu vai-e-vem, do sorriso de uma criança, oh como é bela a paisagem no horizonte, oh, o céu, em seu crepúsculo, como é lindo aqueles raios coloridos que riscam o céu. É fácil falar da simplicidade dos objetos, dos gestos, dos manifestos. Oh, que deslumbrante, que fascinante é aquele vaso, aquele vaso chinês, em seu formato perfeito-imperfeito, com seus desenhos e pinturas e riscos e arte e escultura e oh, que mimo, como eu aprecio coisa cara. Oh o dinheiro. Que invenção mais perfeita é o dinheiro. Oh se ele não existisse, oh eu não viveria. Eu posso ter tudo o que eu quero, eu posso ter tudo o que eu posso, eu posso ter tudo o que eu posso querer, eu posso ter tudo o que eu posso querer ter. Oh que alegria, a alegria de viver. A alegria de pular de alegria e sorrir de alegria e chorar de alegria e festejar em prol da alegria. A manifestação do mundo, mani-festação, manif-estação. Oh, as estações do ano. Verão, outono, inverno, primavera. O outono, a estação melancolia, a estação melancia, a estação melão, a estação melanina, estação melada, estação do mel, mel, mel. As folhas envelhecidas, as frutas que não nascem, o vento que sopra frio. E que aconchegante é sentar na varanda, e ler num dia claro e confortável, oh. E como é encantadora e fascinante a vida. A vida é simples, simplicidade, naturalidade, ingenuidade, sinceridade. As pequenas coisas que somadas se tornam grande coisas. Como são bonitas as formas, as fórmulas, as fórmulas matemáticas, a trigonometria, seno, cosseno, tangente, equação do primeiro grau, a física, a velocidade, o tempo, o tempo que não existe ou existe de forma espiritual, marginal, intelectual, o empuxo, a mecânica, a física quântica, a altura, o eletromagnetismo da terra, a força que puxa para baixo, a gravidade, a gravidez, e a vida volta. E a vida vai, a morte toma seu lugar, a morte morrida, a morte matada, a morte arranjada, a morte combinada, combinação de números, a matemática novamente, nova, novíssima, novidade. A coerência, a coesão, a consistência, a consciência, o apreço, o desprezo, o menosprezo, menosprezar, respeitar, desrespeitar. Ar, er, ir, or, ur, as conjugações verbais, mas verbo em ur não existe, dizem os gramáticos, os pragmáticos, os problemáticos. Oh, os problemas, eles acabam, mas nunca se resolvem.

3 de setembro de 2011


E quando a noite vem, eu me recolho. Finjo que não vejo ninguém, fujo e me escondo no meu cantinho. Fecho todas as portas, todas as janelas. Não abro espaço para a luz entrar. Ninguém entra, ninguém pode entrar. Tranco tudo, toda e qualquer abertura que tiver. Mas somente uma coisa eu deixo aberta: minh'alma.