10 de maio de 2011

Cinema Casual - Parte VIII.

Mel acordou na cama do hospital, com algumas ataduras e a perna engessada. Seu corpo todo estava dolorido, e ela não conseguia se movimentar muito bem. Estava desnorteada, não sabia como havia parado ali. Procurou o botão da enfermeira e acionou-o. A enfermeira, que se chamava Vivian, chegou logo após Mel ter acionado o botão. Provavelmente já estava no meio do caminho, pois trazia uma bandeja com o café da manhã. Mel começou a questioná-la sobre como havia parado ali, mas ela não sabia, pois tinha sido transferida de andar naquele dia. Vivian esperou Mel comer e disse que logo mais o Dr. Baronelli apareceria para ver como ela estava e ele explicaria tudo.

Por um momento, Mel se lembrou de Álvaro. Das tardes em que os dois iam para o cinema, em que conversavam... Sentiu saudades. Ficou se perguntando onde ele estaria naquele exato momento e se ele também estava pensando nela, se ele sabia de seu estado. Sorriu ao lembrar-se de como se conheceram. Foi algo incomum, mas que resultou em algo gratificante para ela. Estava quase perdida nos seus pensamentos quando o Dr. Baronelli chegou em seu quarto. Fez um exame geral, somente olhando para o estado físico de Mel e tudo se encontrava conforme esperava. Antes mesmo que o Doutor falasse, Mel o bombardeou com suas perguntas. O Doutor explicou como tudo aconteceu e como ela havia parado ali. Foi aí que Mel começou a lembrar aos poucos do ocorrido. Mesmo lembrando, ainda estava impressionada. O Doutor disse que ela teria alta no dia seguinte, pois só precisava de um pouco mais de repouso. Quando ele chegou perto da porta, Mel se lembrou de uma pergunta que não havia feito:

- Doutor... Sabe dizer que alguém passou por aqui quando eu não estava acordada?
- Você está falando do menino Álvaro? Se sim, ele chegou aqui ontem desesperado, mas não pudemos o deixar entrar, por regra do hospital quando alguém dá entrada. Mas não se preocupe, provavelmente ele vai passar aqui.

Mel ficou feliz em saber que Álvaro tinha estado por lá. Mesmo não a vendo, ela sentiu que ele estava preocupado com ela. Obviamente, pois ela não dera notícias e tinha “furado” com ele no cinema provisório da cidade.

Passou a hora do almoço, a hora do jantar e nenhuma notícia de Álvaro. Toda vez que alguma enfermeira entrava, Mel perguntava se ela já podia receber visitas ou se alguém tinha estado lá procurando por ela. Todas as perguntas eram recebidas da mesma forma: um balançar negativo com a cabeça. Entristeceu-se, pois queria ver Álvaro e queria que essa vontade fosse recíproca.

Após o jantar, o Dr. Baronelli apareceu em seu quarto com duas enfermeiras, avisando que ela seria transferida, pois aquele quarto seria utilizado por outro paciente. Não podendo contestar, aceitou numa boa. As enfermeiras a colocaram numa cadeira de rodas e a levaram para o quarto em que ela passaria a noite, antes de receber alta.

O quarto estava com a porta aberta, mas não estava iluminado. As enfermeiras deixaram Mel na porta e pediram para ela esperar um pouco. Mel, curiosa que era, ficou observando o quarto, tentando enxergar alguma coisa. De repente, alguém lhe leva para dentro do quarto e fecha a porta. Tudo fica escuro, mas logo se ilumina, quando Álvaro acende o interruptor e fala “Surpresa!”. Mel olha em volta e vê o quarto como uma sala de cinema. Uma TV de plasma e um home theater montados numa mesa, com vários DVDs empilhados ao lado, um sofá grande com aparência confortável e uma mesinha ao lado com vários lanches. Os olhos de Mel brilharam ao ver que tudo aquilo tinha sido preparado por Álvaro.

- Desculpa a demora, mas é que tomei o dia todo para fazer isso.
- Estou impressionada! Por que fez isso? – Mel e sua mania de fazer questionamentos.
- Porque você não pode ir ao cinema. E já que você não pode, o cinema veio até você.





  • Não gosto de sumir assim, mas estou tentando não ficar muito ausente como estou. Mas tá complicado... Não é nem o tempo, pois sempre se arranja uma brecha, mas é a falta de inspiração que não ajuda. Se minha inspiração estivesse tão ativa quando antes, essa série seria melhor. Enfim, ainda não acabou, mas vou tentar fazer um bom final.

6 comentários:

  1. Tem toda a minha força, Laura!
    E que a tadinha da Mel saia logo do hospital pra fazer conchinha com o Álvaro :D hehe


    um beeeeeeeeijo

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  2. que ela saia logo e fique bem não é? E que encontre o cara. *-*

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  3. Não gosto dos seus sumiços, sinto falta de ler você... Mas adoro eles ao mesmo tempo, porque é uma delícia esperar tanto e poder me encantar com mais um capítulo tão bem desenvolvido por você.

    Estou amando o conto, arrisco a dizer que depois daquele do Prisioneiro do quarto branco[não lembro o nome do conto], esse aqui com certeza está me ganhando.

    Beijos

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  4. saudades dos seus textos, sumida :) mas entendo essa falta de inspiração, nos escritores não temos como fugir dela pra sempre, ela aparece vez ou outra rsrs. Adorei o capitulo :* Laura

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  5. Que textos lindos cara *-* li todos agora haha todos não, mais a grande maioria, queira ter o dom de escrever assim, como você ): textos lindos, lindos <33 to seguindo amor, segue também? *-*

    makeupred.blogspot.com

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  6. Isso tá maravilhoso! *-* Tão lindo, e fofo! E você ainda quer fazer melhor? Como? rsrs
    Tá muito bom mesmo, Laura, to adorando.
    Eu já estava pensando que o Álvaro também tinha sofrido um acidente, e era ele quem iria usar o quarto dela. Credo! :S hsauhsauhsa
    Mas gostei muito mais da surpresa! *-*

    Saudades Laura. Beijos. ♥

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