21 de março de 2011

Cinema Casual - Parte V.

Por várias semanas, Álvaro e Mel iam incansavelmente ao cinema. Não importava se estava chovendo, se o dia estava muito quente pedindo por uma praia, ou se havia trânsito em toda a cidade. Passaram a visitar outros cinemas, onde eram exibidos filmes ‘antigos’ mas nunca visto por eles. Alguns dias, quando nenhum compromisso era previsto para depois, assistiam mais de um filme. E não achavam nada cansativo. Por eles, passariam vinte e quatro horas dentro de uma sala de cinema, contanto que tivesse algo para comer, frisava Mel.

E, a cada encontro, sempre sentiam uma ansiedade. Na maioria das vezes, Álvaro era o primeiro a chegar e ficava vagando, demonstrando um ar de nervoso, andando de um lado para o outro, esperando por Mel. Ela não se atrasava, mas chegava na hora, ou alguns minutos antes. Mas quando acontecia de um olhar para o outro ao longe, os sorrisos estampados em seus rostos não enganavam a felicidade que cada um sentia ao se encontrarem.

A ansiedade sempre fez parte dos dois. Quando Mel caminhava ao encontro de Álvaro, o que ela sentia no momento em que colocava os olhos nele era pressa. Sempre tivera a vontade de correr ao seu encontro, mas achava uma atitude patética demais, mesmo por que até aquele momento, Álvaro era apenas seu companheiro de cinema.

Nesses incansáveis dias de cinema, era difícil fazer uma contagem certa de quantos filmes os dois tinham assistido. Eles não se importavam com a quantidade, apesar de parecer. Porém a cada filme assistido, novas experiências eles extraiam. Debatiam entre si, em certos pontos concordavam, em outros divergiam tanto que discussão quase não tinha fim. Por fim, riam daquela situação e acabavam por ouvir as opiniões, aceitando-as, mesmo não concordando.

Certo dia marcaram de assistir a um filme num cinema provisório no centro da cidade. Era financiado pelo governo, portanto a entrada era gratuita. O programa ia durar uma semana e tinha três horários diferentes por dia: um no começo da tarde, outro entre a tarde e a noite e o cinema das nove horas, que era o principal. Mel viu o folheto no ônibus e ficou super feliz e contou a Álvaro. Ele, obviamente, aceitou.

No primeiro dia, houve um evento inaugural, onde, depois da sessão de cada filme, haveria um debate. Álvaro e Mel decidiram participar e ficaram até o final. O evento acabou quase a meia-noite. Mel estava cansada, pois passara o dia todo fora de casa. Álvaro se ofereceu para acompanhá-la até a sua casa, mas ela não quis lhe dar trabalho, pois, argumentou, ele teria que pegar outro ônibus para voltar para sua casa. E assim, o dia acabou, mas prometeram um ao outro voltar no outro dia.

- Olha, mesmo que eu caia de uma escada, sofra um acidente e quebre a perna, amanhã estarei aqui. Não perco por nada essas sessões.

- Então a gente se encontra amanhã, Mel.

E assim se despediram, timidamente, mas com um abraço forte.

No outro dia, como de praxe, Álvaro chegou cedo. Dessa vez estava tranqüilo, não muito ansioso. Acabou se distraindo com um stand na entrada do cinema, onde vendia filmes clássicos. Ele decidiu fazer uma surpresa para Mel presenteando-a com um daqueles. Entre tantos foi difícil escolher, mas a vendedora o ajudou.

Foi até a bilheteria e tirou os dois ingressos gratuitos (era preciso entrar com ingresso para fazer a contagem por dia). Começou a ficar preocupado, pois já estava na hora da sessão e Mel ainda não tinha chegado. Mandou uma mensagem para ela, dizendo que estava na sala do cinema com seu ingresso, pedindo para avisá-lo quando chegasse. A primeira sessão terminou e nada de Mel. Álvaro encheu a caixa de mensagens de Mel, lembrando-a do combinado. Ela não respondia. Tentou ligar, mas estava dando na caixa postal. Decidiu esperar até a próxima sessão, mas ela não veio. Desistiu e foi para casa, triste, com o presente na mão.



Esqueci que também sou blogueira. Ultimamente tenho entrado
só para ver os comentários e ler os blogs. Agora sim, escrevi. :)



11 comentários:

  1. hm, puxa! O que será que aconteceu com a Mel? tomara que não tenha sido nada trágico :O E, nossa, coitado do Álvaro, imagino a sua expressão!
    Laura, estava com saudades de vir aqui, enfim conseguir arranjar um tempinho extra, afinal essa história já estava me prendendo há tempos!

    Boa semana, flor.

    Com amor.
    |Cynthia|

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  2. MEUDEUS, ELA MORREU! NÃO É POSSÍVEL D: FOI SÓ ELA FALAR, MEU DEUUUUUUUS ;-;
    Ahhhhhh, não Laura! Não mate ela. mimimimi. Gosto tanto dela, mimimi. E o Alváro também, já que serve de consolo e deixo meu egoísmo um pouco de lado haha! Ahhh, estou realmente preocupada com a Mel. Quero saber o que aconteceu! Aff, aposto que ou ela foi sequestrada no busão ou sofreu um acidente e está no hospital. Ah, na realidade, espero que não! Espero que ela esteja bem.
    Meudeusss, poste logo a outra parte! hahaha

    Beijos, Laura. Tô amando seu conto!

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  3. MEUDEUS, ELA MORREU! NÃO É POSSÍVEL D: FOI SÓ ELA FALAR, MEU DEUUUUUUUS ;-; [2] tenso, tomara que ela esteja viva uhsuhausuhahysa beijo :*

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  4. E Mel????
    Anciosaa demais ...=)
    Otimo restinho de diaa
    Flor.

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  5. Nossa! Há tempos que não passava aqui *-*
    Gostei no novo visual <3

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  6. Será que ela sofreu um acidente?! O_o'
    Gostei do novo layout :)

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  7. Tem selo para você neste link (http://freescura.blogspot.com/2011/03/cynthia-e-os-selos.html)

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  8. ahhh. amei o novo visual do blog...
    bejin bejin minha querida

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  9. E esse blogue aqui?
    tá lindo mulheeeeeeeeeeeeer!

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  10. Nossa agora eu fiquei toda agoniada aqui, nem consigo imaginar o que você fez com isso.

    Trate de não demorar...

    E está muito bom Laura.

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Me incentive um pouco mais.