28 de setembro de 2010

O teste - 1º capítulo: A cobaia.

Ele acordou no chão de um quarto com paredes amarelas e rabiscadas com letras de todo o alfabeto. Nunca tinha estado nesse tal quarto, muito menos sabia onde ficava. Olhou em volta e percebeu que ali havia uma cama com uma confortável aparência, uma mesa de escritório com apenas um caderno e uma caneta em cima, um banheiro bem limpo e uma porta para saída. Levantou-se para ir até a porta, tentou abri-la, porém não conseguiu. Primeiramente pensou que estava emperrada, mas notou que estava mesmo trancada. Buscou em suas apagadas memórias o que tinha ocorrido no dia anterior que o levara até àquele quarto.

Já se passara um bom tempo e nada. Ali não havia som algum. O silêncio era tão grande que fazia barulho. Era um silêncio barulhento. Como se moscas zumbissem em seu ouvido e ali se instalassem. Como se uma TV estivesse ligada quando não havia programação e aquela tela colorida com seu som irritante, sem fim, invadisse sua audição. Olhou o banheiro por dentro. Toalha, sabonete, xampu, condicionador, pasta de dente, escova e papel. E só. Não havia espelhos, somente o necessário. Pelo menos ali era um lugar limpo.

Gritou pedindo socorro, mas nada veio a seu favor. Sua voz ficou um pouco rouca de tanto usá-la. Bateu na porta com muita força até sua mão sangrar. Era hematofóbico e acabou desmaiando. Após um tempo, acordou e ouviu barulhos do lado de fora. Nem sequer ligou para a mão suja de sangue seco e correu para a porta e gritou incessantemente. As vozes não pareciam lhe ouvir ou não queriam mesmo escutá-lo.

Sentou-se na porta, abraçou os joelhos e chorou. Não era um choro de tristeza, mas um choro de desespero. Um choro de medo, de angústia. De repente, algo passa por debaixo da porta e ele, enxugando as lágrimas, pega o papel que parou ao seu lado. Era um envelope preto, sem nome de remetente ou destinatário, apenas com duas palavras: “Para você”. Intrigado e ao mesmo tempo feliz com a primeira comunicação, ele abre o envelope e se depara com um cartão amarelo, da mesma cor da parede. As palavras eram simples e curtas: “Você é a cobaia. Quando concluir o teste, está liberado. Boa sorte."







Primeiro capítulo dessa série que estou fazendo. Provavelmente vai ser uns 6 capítulos. Espero que gostem. :)

26 de setembro de 2010

Senhorinha.

Dia de Domingo tem almoço aqui em casa. É sempre uma festa. Vêm meus filhos, netos, bisnetos e os intrusos. Sim, os intrusos. São eles: genros, noras, namorados dos meus netos e por aí vai. Eles chegam na maior cara de pau, elogiam tudo, vão embora de bucho cheio e sei que depois que saem daqui soltam um "Que velha chata!" Eles que não queiram me enganar, pois sei que são assim. Não digo de todos, os namoradinhos dos meus netos não são assim, pelo menos é o que eu acho. Mas genros e noras são o cúmulo da minha vida. Eles chegam sorridentes, mas falam pelos cotovelos sobre mim. Eles não merecem ter uma sogra feito eu: digna de uma boa conduta, alegre, educada e extremamente fina. Sim, pode não parecer, mas sou isso tudo o que eu falei, modéstia a parte.

Eu gosto muito do Domingo, sabe? Tem gente que não, mas eu sim. Eles (meus amores) sempre vêm para cá, nunca me abandonam. É por isso que eu aturo esses intrusos, pois sem eles, os meus filhos e netos não viriam.

A gente quando é velho tem que aturar certas coisas. Alguns dizem que é difícil de aturar velhos, pois não sabem fazer as coisas sozinhos ou só reclamam. Eu sou uma velha reclamona, posso afirmar. Mas quem não é quando se trata de zelo a suas coisas? Reclamo muito por que tenho esse direito, por que senão, eu jamais faria isso. Porém, eu só reclamo com os mais velhos, por serem tolos, pau mandados e brigões. Tolos e pau mandados por que seus cônjuges fazem o que querem. Fico indignada com Rosa, minha filha mais velha. O marido não a deixa ir ao cinema com as amigas, pois pensa que entre as amigas pode haver um homem. Ele é um homem muito ciumento. Tenho medo que um dia ele chegue a bater nela. Eu já tentei conversar com ela sobre isso, mas ela sempre desconversa. Não sei o que fazer nessas horas, eu apenas tento ajudar. Poucos aceitam a ajuda de uma velha, mesmo sendo da própria família. Estou velha, mas tenho saúde e ando com minhas pernas e faço o que tenho que fazer com meus braços. Não sou nenhuma deficiente. Além do mais, eu tenho uma cabeça que funciona como sempre funcionou. Meus filhos dizem que eu ando esquecendo algumas coisas, mas isso não é bem verdade. Eu sempre tive memória fraca, mas por que é que eu vou lembrar-me de coisas supérfluas, como o dia em que eu levei o cachorro no veterinário? Tudo bem que eu deveria anotar, mas não faço questão.

Tolos, pau mandados e brigões. Brigões, sim. Eu nunca vi irmãos brigarem tanto. Quando eu os criei, se um viesse xingar ou bater no outro, passavam dois ou três dias de castigo. Assim eles aprenderam, mas só até morarem comigo. Depois disso, esqueceram a boa educação que eu lhes dei. Ficam sem se falar durante uma ou duas semanas, até deixam de vir aqui, pois não querem se encontrar. Isso são as brigas que chegam até mim, pois devem ter outras que passaram e eu nem sequer soube. Claro, eles dizem que querem me poupar, não me deixar estressada. Mesmo assim, eu fico mais estressada por não saber. Eu gosto de ver união na minha família e não fingimento.

Mas continuando, eu mesmo só reclamo com os adultos, no caso, meus filhos. Não falo dessas coisas com genros e noras, não. Não confio muito e sei que não adiantaria de nada falar com eles. Não reclamo com as crianças, que são meus netos queridos. Alguns não tão crianças assim, mas sempre serão meus bebês. Eles podem bagunçar tudo, falar algo, fazer o que quiserem, eu deixo minhas portas abertas para eles. É só falar com meu jeitinho de avó carinhosa que eles me atendem e fazem o que eu peço. Eu peço, não mando. Não sou autoritária, pelo menos não com eles. Gosto do carinho e do amor que eles me dão, pois sei que são verdadeiros. Quando chegam aqui, todos fazem uma fila para me abraçar. Às vezes tem briga para quem fica em primeiro na fila, mas eu digo que tem para todos e eles se comportam. Mas tem um especial, Daniel, o meu neto mais novo. Ele sempre fica por último, pois não consegue chegar a tempo, mas o seu abraço é o mais demorado, o mais carinhoso e o mais gostoso. Não digo isso aos outros, pois morrerão de ciúmes e brigarão por ficar no último lugar da fila. Aos poucos, Daniel foi gostando de ficar por último, pois não tinha ninguém atrás dele para apressá-lo. É o mais gentil e mais comportado de todos.

Eu gosto de estar junto deles, pois são tudo o que tenho em minha vida. Se não fosse por eles, não sei o que seria de mim. Eu viveria solitária até que a morte chegasse para me buscar, pois ela já levou o meu velho. Quando ele se foi, tive total apoio dos meus filhos e netos. Foi mais difícil para mim que para eles por que ele estava na minha vida desde os meus quinze anos de idade e foi como se uma faca ficasse cravada no meu coração. Mas, aos poucos, eu fui me conformando, pois sei que isso acontece com todo mundo.

Ah, o Domingo. Tão calmo, sem agitação, sem muitos carros na avenida, comércios fechados... É nostálgico, mas me dá uma ótima sensação. E o melhor é que eu não toco o dedo mindinho do pé na cozinha, por que minhas filhas ficam encarregadas disso. E estou sentindo um ótimo cheiro. Já são meio-dia, a hora do almoço. A hora de ir para mesa, se deliciar e aproveitar as companhias maravilhosas. Digo, algumas companhias maravilhosas. Bom apetite!



Nem gostei dessa, mas estava há um tempo incompleta e decidi me livrar.

22 de setembro de 2010

Novas lembranças em uma árvore.

Já se passaram oito anos e Clarissa não era mais a mesma. Usava maquiagem preta nos olhos e tinha o cabelo tingido de verde. Não fazia isso por que gostava realmente, mas adorava causar encrencas, principalmente com seus pais. Já não mais existia o ‘seu mundinho’, agora o nome que ela havia dado era “City Hell”, com o título estampado numa grande placa roxa com letras em neon, na porta de entrada. Seus pais achavam um absurdo. “Crianças têm de crescer um dia”, assim pensava Cris, sua “babá-ex-babá” (era assim que Clarissa a chamava). Mas aos poucos, eles iam se acostumando com a nova personalidade de Clarissa.

Cris sempre tentava um diálogo decente, mas Clarissa não dava muito à mínima. Esbravejava palavras de baixo escalão, para atentar seus bons ouvidos. Cris se indignava e tentava não escutar, colocando as mãos no ouvido. Mas certo dia “enfrentou” Clarissa cara a cara para contar-lhe uma novidade, que certamente ela gostaria de saber.

- Sabe quem está chegando aqui, por esses dias, Claris? – Soltou um olhar malicioso, que Clarissa não entendeu muito bem.

- Diga logo, sua pequena tagarela, que eu não tenho tempo para mistérios.

- Ficou curiosa, pequena Claris?

- Sabe que eu não gosto quando me chama assim. – Fez cara de zangada. – Se não vai dizer, então não vou perder mais meu tempo aqui com você, Babá-ex-babá. – E foi caminhando em direção às escadas, quando parou para ouvir o que Cris começava a dizer.

- Quanta brutalidade, pequ... Claris. Ouvi dizer, por aí, enquanto eu estava fazendo meu trabalho, sabe, enquanto eu limpava as estantes da Biblioteca, que o senhor Abel está chegando na cidade, dessa vez para ficar. Todos sabem que ele sonha em se formar em Jornalismo e o melhor curso do país, fica na faculdade daqui. Não estou certa, Claris?

- E quem seria esse, BABÁ? – Lançou um olhar ardente, com uma das sobrancelhas levantas, para Cris. A ironia era um dos pontos fortes dela.

- Ora, não se finja, Clarissa. Sabe muito bem quem ele é. Até eu, que tenho esse cérebro de formiga, lembro do menino.

- Provavelmente não é mais um menino. – Disse para si mesma, num tom de voz muito baixo, com os olhos absortos.

Clarissa foi para o ‘seu mundinho’, que agora era o “City Hell”, para refleti um pouco. Ela tinha namorado vários garotos, mas nenhum foi tão especial para ela quanto Abel. Seria estranho o reencontro. Ela não sabia como ele era (pois muitos anos haviam se passado): se magro ou gordo, careca ou cabeludo, não sabia. As correspondências foram diminuindo com o passar dos anos. Cartas e fotos já não eram mais enviadas. E o pequeno grande amor se transformou em apenas lembranças.



Finalmente o dia chegou. Abel estava na cidade, há poucos quilômetros da casa de Clarissa. Os pais dela iriam pegá-lo no aeroporto e ele passaria uns tempos na casa, antes de se mudar para o apartamento que os pais dele se dispuseram a comprar. Clarissa tentava não parecer nervosa, mas Cris havia notado.

- Claris, oh, Claris! Tá nervosa, querida?

- Não enche o saco, boi!

- Xiii! Não tá mais aqui quem falou. – Mas Clarissa não chegou a ouvir essa frase, pois subiu rapidamente as escadas em direção ao seu quarto.

Decidiu que precisava parecer apresentável para Abel. Tirou e colocou diversas roupas, até que achou o shortinho que ela havia usado no último piquenique. Queria usá-lo, para ver se ele lembraria, mas não coube. “Alô, Clarissa, você cresceu!”, disse para sua imagem no espelho. Enfim achou uma roupa que lhe fez se sentir perfeitamente bem. Um vestido florido, com babados na borda. Achou-se um pouco infantil, mas parecia propício para o momento. Não queria que ele a visse com o cabelo da cor de ‘lodo’ e o pintou com uma tinta preta que tinha de reserva. A contradição em seu visual ia chocá-lo. Infantil e selvagem.

Desceu as escadas e tentou ser mais natural possível. Como não agüentou esperar, foi para o jardim e finalmente sentou-se na sombra da árvore, daquela árvore. Fazia algum tempo que não sentava por ali, pois não gostava das lembranças que rondava aquele local. De repente, se viu com nove anos, chorando em cima de um galho da árvore. Sua visão estava turva de tanto que havia lágrimas. Não queria sair dali de jeito nenhum. Queria ficar na companhia dos pássaros de papel que Abel tinha feito para ela. Riu-se da ordem que negou à sua mãe, por não querer descer. Ali, à sombra da árvore, adormeceu, esperando por Abel.



Quando acordou, o sol estava se pondo. Notou que não foi apenas um cochilo, mas uma soneca de duas horas. Parecia que tinha acordado de uma grande ressaca, pois seu corpo estava dolorido e sem forças e mal conseguia abrir os olhos. “Será que Abel já chegou?” Foi o seu primeiro pensamento ao acordar. Entrou em casa, procurando por alguém que lhe informasse sobre a chegada de Abel, mas parecia não ter ninguém em casa. Chamou por Cris e os outros empregados, mas nem sinal. Decidiu então ligar para seus pais, para saber o que tinha acontecido, mas nenhum dos dois atendia. Teve uma repentina sensação estranha, mas logo se desfez com seus pensamentos de possibilidades. “O voo pode ter atrasado. Ou eles podem ter ido a algum restaurante. Seria ousadia ir sem mim. Essa possibilidade está descartada. Hm, eles podem ter ido visitar alguém, ou até mesmo ter ido ver o apartamento onde ele vai morar. Seria outra ousadia. Não gosto de ser excluída das coisas...” E ficou discutindo com si mesma, até que não agüentou ficar sem respostas e foi para o “City Hell”.

Chegando em seu quarto, viu pela janela uma iluminação fraca, vinda do jardim. Tentou discernir o que estava vendo, mas não foi capaz. Ficou com medo, pois não tinha ninguém em casa e poderia ser algum assaltante ou serial killer. Esses pensamentos lhe deram mais terror ainda, porém alguma coisa lhe dizia para ir até lá e ver com os próprios olhos.

Desceu cautelosamente as escadas, escutando seus pés tocando o chão. Caminhou devagar até o jardim e deu de cara com sua árvore preferida enfeitada com pássaros de papel coloridos. Aproximou-se da árvore e percebeu que havia alguém atrás dela. Contornou a árvore e seus olhos se cruzaram com uns olhos negros. Estava um pouco escuro, Clarissa não podia ver o rosto, mas só pelo olhar, sabia quem era. Era Abel. Mais forte, mais alto, mais velho. Por alguns instantes, ficaram se olhando. Qualquer palavra quebraria aquela conexão entre os olhares dos dois. Ela sorriu e ele lhe sorriu de volta e abraçaram-se.

- Nossa, Abel, como você está... Diferente. – Foi a primeira coisa que conseguiu dizer depois dessa troca de olhares. Ela ia dizer lindo, mas as palavras não saíram de sua boca. Ainda estava encabulada, mas estava tentando ser natural.

- O tempo passou, Clarissa. E você, hein? Mudou bastante. Não imaginava que ficaria tão alta.

- Fruto da genética. – E os dois riram e Clarissa desviou um pouco o olhar. – Como chegou aqui? Como colocou esses pássaros na árvore em tão pouco tempo? E como sabia que eu ia voltar aqui?

- São muitas perguntas para um recém chegado. Mas vou responder sua curiosidade. – Parou um instante e continuou. – Meu voo atrasou, acho que você percebeu isso. Seus pais esperaram muito tempo por mim e estavam atrasados para pegar uma encomenda. Quando eu cheguei, nem deu tempo de nos cumprimentarmos, fomos direto pegar a tal encomenda. Eles me deixaram aqui e foram para algum lugar, eu não sei para onde.

- Tentei ligar para eles, achei que tinha acontecido algo grave, sei lá.

- Você continua boba, né? Bem... Eu cheguei na hora que você se levantou daqui. Você saiu cambaleando um pouco e eu percebi que você tinha cochilado. Provavelmente estava a minha espera. – Sorriu.

- Me poupe, viu? Eu, esperar você? – E ficou sem ter o que dizer. – É que... Bem, o vento tava gostoso e acabei dormindo. Sim, continue. Quero saber mais.

- Aí quando você se levantou e foi em direção a casa, não poderia desperdiçar a chance. Eu fiz os pássaros na viagem, mas não imaginava poder colocá-los antes de te ver. Eu mesmo coloquei e nem foi difícil. E eu poderia esperar até amanhecer aqui, só para poder te fazer essa surpresa.

- Isso tem a ver com o sumiço dos empregados?

- Ah, seus pais os dispensaram.

Sentaram-se embaixo da árvore e continuaram a conversar. Falaram sobre o que fizeram nesse tempo, sobre a escola, os planos para o futuro, entre outras coisas. Abel não desviava o olhar um momento sequer, diferente de Clarissa, que não tinha muita coragem para isso.

- Clarissa, eu queria te confessar uma coisa. – E seus olhos novamente se encontraram. – Todas as pessoas que fizeram parte da minha vida, nenhuma fez apagar você da minha memória. Você pode não acreditar, mas eu nunca consegui de esquecer. Sei que éramos apenas crianças, mas eu sempre tive certeza do que eu sentia. – Ela o ouvia sem falar uma palavra. – Diversas vezes me pegava pensando em você, quando beijava outra garota. Eu tentava ver você nela, mas eu tinha poucas lembranças de sua fisionomia. Eu lembrava daquela criança meiga, carinhosa e adorável que você era. E tentava imaginar como você era, como estava crescida e mudada. Mesmo com todo esse tempo e essa mudança, você continua linda e é como eu imaginava... O que eu sinto por você não tem explicação. Já tentei me responder, mas não sei. Mesmo sem te ver durante esse tempo, eu... Eu... Continuo te amando. – Os olhos de Abel brilharam ao proferir essas palavras. – Diz alguma coisa, Clarissa! Eu não cons...

Clarissa não disse nada. Dessa vez, tomou o papel de Abel. Beijou-o com fervor, com paixão. Estavam tão entregues àquele momento que seus corpos falavam por si sós. Ali selaram o amor de tantos anos. Entregaram-se de corpo e alma, fazendo amor pela primeira vez, entre sussurros e declarações, embaixo daquela árvore.






Me empolguei bastante escrevendo essa "continuação" e como vocês podem ver, ficou enorme. Mesmo assim, espero que gostem. E responderei os comentários da próxima vez que passar aqui, pois continuo sem internet, mas dei um jeito só para fazer essa postagem. Beijos, Leitores. :*