14 de julho de 2010

Without you I'm nothing.

Não era costume ela chegar a casa dele logo pela manhã, mas esse era um dia especial. Ela saiu de casa com tudo pronto para surpreendê-lo. Dias antes, montou uma simples cesta de café da manhã, mas tinha tudo o que ele gostava. Preparou-se para sair com todos os pesos que tinha em suas mãos e costas. Ela não achava que era uma grande surpresa, mas tinha certeza que ele ia ficar impressionado.

Saiu de casa muito cedo. Não eram lá umas seis horas da manhã, mas para ela, que era acostumada a chegar a casa dele na hora do almoço, era cedo demais. Era uma bela manhã de dia de semana. Não havia muitas pessoas na rua, mas sempre um que passava olhava para o que ela estava carregando. Era irresistível para ela ficar olhando aquelas coisas maravilhosas que tinha na cesta, mas não ousaria a tirar nada dali, não antes de entregá-la a quem devia. Ela era quase perfeccionista. Adorava coisas delicadas, minimalistas (como ele dizia). Para ela, tinha hora certa, lugar certo. Nada de mudanças de planos, nada de atrasos também, por isso, fez que tudo desse certo.

Não andou muito até a parada de ônibus. Sim, ela ia de ônibus com aquele peso. Preparava-se mentalmente não só para pegar o ônibus, mas também para a andança, pois assim que ela descesse, teria que andar uns meios quilômetros. Ele sempre a buscava na parada, para ela não ir só, mas dessa vez, ela não podia chamá-lo. Fora a distância que ela teria que andar, ainda tinha o peso das coisas e o sol escaldante. O que ela não faria por ele? Não esperou muito pelo ônibus, ela tinha a sorte daquele passar de dez em dez minutos. Sentiu um grande alívio ao entrar no ônibus: tinha lugar para se sentar. Estava um pouco nervosa e queria chegar logo, antes de ele acordar.

Desceu do ônibus e notou que o céu estava nublado. Mas um grande alívio ela sentiu. Sentiu também que tudo estava conspirando a seu favor, estava tudo saindo como ela queria. Não demorou muito, ela chegou rapidinho ao prédio dele. Não precisou interfonar, pois o porteiro já a conhecia e abriu para ela. Deu um “Boa tarde” para o porteiro e só notou que tinha errado quando ele riu um pouquinho e disse “Bom dia”. Ela era assim, meio desligada.

Pegou o elevador e foi direto para o apartamento dele. Ficava no sexto andar e o elevador demorava um pouco, e ela saiu com muita pressa. Tocou a campainha duas vezes e esperou até que alguém viesse atender a porta. Por sorte, era a cunhada dela. Cumprimentou-a e foi direto ao quarto dele. Abriu a porta devagar e lá estava ele, dormindo perfeitamente bem.

Ela sentou-se na ponta da cama, onde dava para sentar. Ele sempre foi muito espaçoso e ela sabia disso, quando os dois dormiam naquela minúscula cama. Deu um selinho carinhoso e ele acordou meio assustado. Ela fazia isso toda vez quando ele estava dormindo e ele acordava assim.

Ele ficou bastante surpreso e bem feliz por ser acordado por ela. Era quase uma Bela Adormecida, só que o contrário, um belo adormecido, ela pensou. Ele sorriu e deu-lhe um abraço, mesmo estando sonolento.

- Amor, que horas são? Chegou tão cedo, que milagre é esse? – ele perguntou, num cinismo.
- Feliz dia, babe. Tenho uma surpresa para você. – e pegou a cesta de café da manhã e lhe deu.
- Mo, o que é isso? Tudo, pra mim?
- Café da manhã na cama, amor.

Ele ficou mais surpreso ainda e logo abriu a cesta. Parecia estar com fome, e “investigou” para ver o que tinha dentro. Torradas, bolachas, bolos, chocolates, geléias...

- Mo, tem muita coisa. Quando foi que você comprou isso, hein? – era curioso quando ela dava algum presente para ele e sempre queria saber a origem.
- Ah, amor, é segredo. Aproveite aí.

Deliciou-se com tudo e cada coisa que comia, ele dava um pedaço para ela. Ele colocou a cesta de lado e a chamou para se deitar com ele. Ela foi e ficaram lá por um tempo, se olhando, sem dizer nenhuma palavra, para não atrapalhar o momento. Ele deu-lhe um grande beijo, que a deixou arrepiada. Ela não se importava que ele tivesse acordado àquela hora.

- Tem outra coisa que eu quero te dá. Eu mesma que fiz. – e mostrou o céu que ela fez. – É meio brega, mas isso representa tudo o que eu sinto por você. Eu não posso te dar o céu de verdade e por isso fiz uma réplica dele.

(Arte feita por mim)

Ele apenas disse:

- Eu te amo, amor. Obrigado por tudo, mesmo. Feliz dia, amor, feliz dia. – e a abraçou fortemente como nunca havia a abraçado e lhe deu mil beijos. Um sorria para o outro e ambos sentiam a intensidade daqueles sorrisos. Ambos se amavam, intensamente.



- Dois anos! Viva a Alemanha, babe! Eu amo você.


5 comentários:

  1. Awwwn, tua historinha é? DSAJHDJHASDHA
    que lindo, mimimi! é tão bom acordar namorado!rs

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  2. Adoro toda essa coisa de preparar surpresa e de ir fazer a surpresa. Gosto das reações e das palavras :)
    E acordar o namorado é mesmo muito bom :D

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  3. Oooouwn!
    Se as pessoas fizessem isto normalmente, estas pequenas surpresinhas para as pessoas que amam, os relacionamentos iriam durar muito, muito mais!
    Tanto os relacionamentos amorosos quanto os de amizade.
    Não precisa ser nada caro, nem em alguma data especial. Todo dia é dia de demonstrar às pessoas queridas que elas são importantes para nós!
    Assim, o mundo seria mais feliz :)

    Amei o blog, mtomto *¬*
    Ganhou uma seguidora fiel a partir de hoje!

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  4. Ah, esqueci de comentar outra coisa: lindo o céu de estrelinhas! *OO*

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  5. Amei a arte e claro, lindo o texto da supresinha feita por você, certo? AdorooO aki (LL

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