5 de junho de 2010

(in)Experiência.

O sexo era irreal para mim. Sempre achei que não existia. As pessoas falavam: “Sexo é muito bom” e blábláblá. Eu sempre tive curiosidade, mas achei que era mentira das pessoas. Estava tão longe de mim que achei mesmo que não existia. Pensava que as pessoas mentiam quando falavam de sexo, que só existia na teoria e não na prática. Tentava imaginar como as pessoas faziam sexo, mas não conseguia. Como dois corpos podem se juntar e cada um deles dá prazer ao outro? Ouvia coisas também que sexo se poderia fazer entre três, quatro, cinco pessoas. Como pode existir uma coisa dessas? Eu pesquisava, lia em colunas de revistas, tudo em relação ao sexo. Para mim, ainda era irreal. Li também alguns depoimentos na Internet. Alguns diziam que doía muito, outros que era a melhor coisa que já haviam feito na vida. Para mim, isso era contradição demais. Para uns era bom, para outros era ruim. Não conseguia entender. Diziam para mim que eu nasci a partir do sexo. Isso era complexo demais para mim. Se eu nasci do sexo, todos nasceram também. Meus pais nunca me falaram sobre isso. Nunca me deixavam escutar conversa alguma que estivesse relacionado com o sexo. Até meus dezesseis anos eu não sabia o que era sexo. No colégio riam de mim e nem ao menos tentavam me explicar. Eu era motivo de riso porque não sabia o que era o sexo. Culpa dos meus pais, que sempre me privaram de tudo. Quando, na aula de Biologia, o professor começou a falar do sistema reprodutor, todos olhavam e riam para mim e o professor não entendia. Eu era burra. Eu não sabia o que era sexo. Uma vez tentaram me explicar, mas queriam que eu tirasse a roupa. Disseram que precisava ser assim, senão eu não entenderia. Fiquei com muita vergonha e não quis saber. Foi a partir daí que eu comecei a ler. Conhecia gente da minha idade que já fazia sexo e diziam que era ótimo. Eu ouvia conversas detalhadas e começava a entender. Palavras como penetração, vulva, esperma, ereção, orgasmo, excitação, gozo era o que eu ouvia. Precisei do dicionário, mas ainda era um mistério. Decidi ver vídeos na Internet. Era o que chamavam de pornô. Eu lá sabia o que era isso, mas procurei por esse título. Fiquei impressionada com as imagens e de repente senti algo. Não sabia o que era, mas era uma sensação boa. No vídeo, o homem tocava nos seios da mulher e eu me arrepiei. Quando ele tocou no órgão sexual da mulher, eu estremeci junto com ela. Notei que aquilo era bom para ela. Decidi fazer o mesmo. Despi-me e coloquei minha mão na minha vulva. A essa altura, eu já sabia o significado dessa palavra. A mulher no vídeo parecia delirar a cada toque e eu, com a minha mão, comecei a imitar os movimentos que o homem fazia. “Aquilo era sexo?”, pensei. Gostei do que eu senti e fiquei a me perguntar por que as pessoas sentiam dores. Agora, o homem do vídeo tinha colocado a boca no órgão da mulher e isso era impossível eu fazer. Continuei mesmo com a mão, mas a molhei com a minha saliva. Era tão doce, tão bom o que eu sentia que não consegui parar. Fui aumentando a velocidade como assistia no vídeo. Os dois corpos caíram na cama e eu ainda continuei lá embaixo. Senti que ia explodir e quando parei, um líquido branco saiu de mim. Coloquei na boca e gostei do sabor. E eu que pensei que aquilo era sexo. Dias depois descobri que aquilo que eu tinha feito se chamava masturbação. Eram tantas palavras relacionadas ao sexo que eu me perdia. Descobri também que a masturbação era algo normal entre os jovens e que praticamente todos faziam. Mas não era o sexo em si. O sexo ia além da masturbação. Eu pirei. “Se masturbação é bom, sexo é melhor ainda.” Eu queria descobri isso, queira experimentar. Queria ter a sensação que a mulher do vídeo tivera. Vi que ela se sentiu feliz no final. Parecia que o homem tinha lhe dado céus e terras. Eu nunca tinha sentido atração por ninguém. Atração era aquilo que quando você olha para alguém, quer ter um contato a mais, além de conversas. Depois de me masturbar, eu comecei a senti atração. Eu olhava para garotos e garotas. Sentia atração pelos dois sexos. Não entendia por que eu sentia atraída pelos dois. Eu sempre vi casais de sexo diferente. Um homem e uma mulher, nunca dois homens ou duas mulheres. Achava que isso não existia e me sentia estranha por me atrair por garotas. Mas preferi focar em garotos. Eu queria sentir o que a mulher do vídeo sentiu, eu tinha me espelhado nela. Procurei o que mais me atraísse, o mais bonito, o mais cobiçado, o mais mais. Isso se chamava paquerar e eu não sabia como fazer. Inventei a palavra paquerer. Se você paquera, você quer. Então eu fui paquerer com um lindíssimo que eu encontrei. Eu não estava a fim de conversar e fui direto ao assunto. Cheguei no ouvido dele e perguntei: “Você gosta de sexo?” Nem sei de onde tirei coragem para falar aquilo. Ele respondeu que sim e me levou ao motel. Eu nunca tinha visto um lugar como aquele, claro. Tinha uma cama, um banheiro e uma pequena estante com uma TV. Ele pediu que eu fosse ao banheiro me levar e eu fiz o que me pediu. Não me senti nervosa, como a maioria das pessoas dizia se sentir. Lavei-me e tirei toda a minha roupa. Sai do banheiro e ele já estava todo nu e ereto em cima da cama. Ereção, eu descobri o significado no dicionário e estava apreciando naquele momento. Ele me chamou para ficar ao lado dele e eu fui. Começou a acariciar meus seios e eu fui me lembrando do vídeo. Colocou seus lábios, sua língua, e eu estava gostando muito daquilo. Depois fez alguma coisa no meu órgão sexual, que eu descobri depois se chamar sexo oral (tem nome para tudo nesse mundo). Ele não notou que eu era virgem (outra palavra que eu não sabia), pois pulei em cima dele com toda a força e o senti me penetrando rápido. Não senti dor alguma, acho que estava ocupada demais para isso. Acho que a dor se misturou com o prazer e eu só conseguia senti um só, em dose dupla. Foi extraordinário e bem melhor do que eu imaginava. Quando terminamos, fomos embora. Eu para um lado e ele para outro, como estranhos. Eu nunca soube o nome dele e nem ele soube o meu. Eu dei, ou melhor, doei minha virgindade para um estranho e as únicas palavras que trocamos foram: “Você gosta de sexo?” “Sim” “Vá ao banheiro se lavar” e só. Depois de tudo isso, eu descobri realmente o que era o sexo. E era como todos falavam: muito bom! Eu me viciei em sexo e era como chocolate: a primeira vez que você come é bom, a segunda vez é muito bom, a terceira, é melhor ainda.

6 comentários:

  1. oooi, eu aqui de novoo ;
    KASMKAMSKMAKSM ;
    teem 3 selinhos pra ti lá no meeu bloog ;
    beeijos <33

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  2. Paquerer, gostei *-* KSLDAHSDKLÇDSH
    Parabéns, você escreve muito. (:

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  3. Não considero anônimo, porque não me importo em dizer quem sou. Só não sinto necessidade, entende? :}

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  4. WOW! iaheiauheiae
    Gostei muito, hein. ;)
    Gostei ainda mais da frieza dela. Não bem FRIEZA, mas é a curiosidade dela, que a faz fria, sei lá. Somente em busca do seu prazer e tal.

    :*

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  5. _ oooi, obg por passar lá no meeu blog ^^
    KMKAMSKM, sim eu sempre coloco bichinhos no final ;
    uma ótima semana ;
    baiser *-*

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