21 de junho de 2010

Crise existencial


Nada, nada disso aqui é real. O que estou fazendo aqui? Não sei. É tudo tão complicado para mim. Às vezes eu penso que não existo. Parece um sonho que eu mesmo planejei. Contradições? Muitas, muitas contradições. Quando me olho no espelho, pergunto a mim mesmo sobre minha existência, minhas origens: “De onde eu vim? Como vim parar aqui? Qual é o meu propósito?” Perguntas comuns, porém difíceis, que meu espelho escuta quase todo dia. Não sou bom com as palavras, nunca fui e nunca serei. Consequentemente, não sou bom com conversas. É difícil alguém arrancar algo de mim. Quem só me ouve é o espelho. Ele não me pergunta nada, não me faz questionários e por isso eu respondo tranquilamente, sem vergonha, sem pressa, sem medo. Mas na verdade, não é o espelho o meu confidente, é minha imagem. Posso parecer louco por conversar comigo mesmo, mas quem nunca fez isso? É por que só há uma pessoa que realmente me entende: eu.

2 comentários:

  1. INEEEEEEERCYA! Texto pequeno, mas esse, foi de loooonge, um dos melhores que você já escreveu e que eu já li. Soube escolher e colocar as palavras, o título e o tema... velho, gostei demais!
    Eu tinha muito dessas coisas de me perguntar diante do espelho sobre minhas origens, sobre essas coisas... hoje em dia nem tanto. Penso muito, muito mesmo, mas não fico me perguntando. Talvez por ter cansado de não ouvir resposta...
    Um dos melhores, viu? Não para não! :D
    :*

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  2. eu ainda faço isso diante do espelho e todas essas perrguntas ... ainda não encontrei resposta :x texto maravilhoso.

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