25 de maio de 2010

LOST


É triste ter que falar que acabou. Acabou e não mais vai ter, pelo menos algo de novo. Lost foi a única série que eu acompanhei fielmente, da primeira temporada até a última. Por um tempo, eu parei de assistir, mas sabendo que o fim estava próximo, corri pra ver. Consegui chegar a tempo de ver o final junto com o final. Eu estava louca para ver os comentários, mas eu não gosto de spoiler e por isso tive que me guardar.

Lost: ame ou odeie. É assim. As pessoas que acompanharam durante esses seis anos, até hoje amam a série. As que só viram uma ou duas vezes, ou uma temporada, sei lá, diz que é uma merda. Eu não posso falar, pois eu sempre gostei muito. Mas de jeito nenhum essa série foi uma merda. Tem gente que nunca assistiu e está aliviado com o final da série. Eu não entendo essas pessoas. A série não fazia diferença pra eles mesmo.

Muita gente esperava mais do final, mas eu ainda não tenho uma opinião concreta sobre o final. Posso dizer que não foi previsível, mas sei lá, acho que certas coisas eu não entendi. Mas me diga quem é que entendeu a série todinha até hoje? A crítica falava muito dos mistérios não desvendados e muita gente não gostou porque faltou muita coisa a se revelar. Mas como eu li em alguns lugares, a graça da série foi essa: não desvendar os mistérios.

Ok, se por exemplo, os diretores resolvessem dizer tudo sobre a série, todos os mistérios? Creio que a série não acabaria na sexta temporada, mas também não teria tanta graça assim. A série com oito ou dez temporadas? Acho que as pessoas iriam se cansar de assisti e os diretores se cansar de encher lingüiça. A graça tá no mistério. A série acaba, mas continua “viva”, pois os fãs ainda discutirão muito sobre isso e novos fãs vão entrar nesse mundo ainda.

Para mim e para tantos outros, Lost foi a melhor série de todos os tempos. Está pra “nascer” alguma que substitua Lost. Só loucos mesmo com Lindelof e Abrams poderiam ter inventado uma série desse porte. Onde já se viu urso polar em uma ilha? Uma fumaça preta que tem som de dinossauro matar gente? Mover a ilha, desaparecer, mudar de lugar? Viagem no tempo? Universo paralelo? Viver pra sempre? Enfim, a graça é essa! Coisas que não existem ou possivelmente existem, ser tornadas “realidade”.

Não vou negar que isso é muita viagem. Mas eu quase nunca ouço por aqui alguém dizer que vampiro não é viagem também. Inventam cada coisa por aí e ninguém fala que é viagem. Certo, tudo que é criado, como filmes, séries, novelas, tudo isso não passam de mentiras, principalmente em filmes. Mas as pessoas que criam isso têm uma ótima criatividade, não é mesmo? E por que não pô-las em prática?
Lost foi, de todas as (poucas) séries que assisti, a melhor. Agora que não ‘existe’ mais Lost, vou procurar alguma série que seja tão interessante e que prenda a atenção. Mas eu ainda tenho os DVDs e quando eu quiser assistir novamente, poderei. É sempre bom relembrar.

Eu não posso dizer que fui Lostmaníaca, como muitos são. Ainda tem coisas sobre as quais eu preciso saber e quem é um Lostmaníaco sabe tudo e muito mais. O que eu posso dizer e vou revelar é que eu chorei, coisa que é muito rara. Eu nunca choro com livros, com filmes, mas no penúltimo episódio eu chorei. As lembranças, a música, foi tudo feito pra gente chorar. Não chorei no último por que eu não estava sozinha, mas tive vontade. Não só porque foi emocionante, mas porque ali era o final e pronto. Não vai haver mais nada. Acabou! E pronto.


Os personagens me conquistaram e quase nenhum eu odiei, ou nenhum, ou odiei por um tempo. Eu desde sempre gostei de Jack, mesmo ele querendo ser o cabeça do grupo, querer mandar em tudo e fazer coisas erradas. A partir da terceira temporada, muita gente deixou de gostar dele, ou até antes. E eu, mesmo assim, continuava gostando dele. Hurley foi o que sempre me rendeu boas risadas, com aquele seu jeito de abestalhado, falando besteiras e coisas sem ou com sentidos. Um fofo, literalmente. Kate eu achava legal, mas nunca fui de “amá-la”. Sempre preferi ela com Sawyer do que com Jack. John Locke, o quase filósofo. Eu adorava as falas dele e o jeito que ele tinha de caçador, de inteligente, de um líder melhor que Jack. O papel dele na última temporada digamos que arrazou! Fazer personagens diferentes não deve ser fácil. Eu simplesmente adorei.
O casal Kwon, Jin e Sun, era lindo. No começo, Jin era muito chato, mas ele acabou ficando legal e aprendeu inglês. Charlie entristeceu todo mundo quando ele morreu na terceira temporada. Eu torcia tanto para ele ficar com Claire e eles ficaram mais como amigos. Daniel Faraday apareceu na quarta, quinta e teve participação na sexta. Logo quando apareceu na série, eu gostei dele. Seu jeito de nerd, louco por Física. Acho que os melhores episódios ele estava presente. Todas aquelas idéias sobre tempo e viagem, enfim. Tem ainda quem goste de Ben e por incrível que pareça, eu gosto dele. Foi o que mais matou na série e também o que mais apanhou. Ele sempre foi esperto e sempre se safou. Poderia ter morrido rapidinho na segunda temporada, mas permaneceu até a sexta, e sempre fazendo maldade, de uma forma ou de outra. Desmond foi outro que eu super adorei. Ele aparecia e desaparecia. A atuação dele, pra mim, foi mais que necessária. Não teria graça sem ele, ainda mais com aquele jeito de ele falar: “Brother”.
E por último, o meu “amado” James Ford, mais conhecido com Sawyer. Eu gostava dele não só porque ele era lindo e charmoso, mas por ele ser cínico, muito cínico e engraçado. Adorava quando ele colocava apelidos nos outros, principalmente quando ele soltava um “Son of a bitch!”
Enfim, uma série que vai muitas saudades. E o que eu vou ter mais saudade é de ouvir: “Previously on Lost”.



E o melhor era sempre no final:

Um comentário:

  1. Não acompanhei Lost, só vi metade de um episódio, UHEUEHUE mas parecia ser uma série BEM legal. E deve ser triste saber que uma série assim chegou ao final '-'

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