26 de abril de 2010

Do you drink? [parafreseando]

ESSE POST É UMA CRÍTICA. Negativa, positiva e neutra.


Como eu estava há muito tempo sem postar e sem ter o que postar, pensei num assunto que se refere à massa. Bebida alcoólica. Sim, muita gente gosta de beber, não é verdade? Por que é que gostam tanto de bebida alcoólica? A bebida alcoólica para uns é gostosa, prazerosa. Para outros, não importa o gosto, o que importa é ficar bêbado no final. Digo isso particularmente.

Amigos, familiares, casais adoram sair para beber. Isso porque a bebida "une" as pessoas. Todos sentados numa mesa de bar, bebendo e conversando. Ou então numa festa, reunidos, festejando e é claro, bebendo. Isso é ótimo, não é?

Eu não curto muito bebida alcoólica. Gostava mais dos 14 aos 17 anos. Engraçado é que a bebida é proibida para menores, mas mesmo assim eu bebia. A partir dos meus 18 anos, nem liguei tanto para isso. Fui parando aos poucos e hoje não vejo graça como via antigamente. "Tudo o que é proibido é mais gostoso", já dizia o gênio dessa frase. A graça é fazer algo "proibido", é mais eletrizante, interessante e muitos outros "antes"... Muita gente começa a beber desde cedo, como eu. Alguns até mais cedo ainda.

O caso é que eu, como não sou mais fã de bebida alcoólica, acho um desperdício de tempo e dinheiro (tempo e tempo na verdade, já que tempo é dinheiro). Eu acho que existem coisas mais interessantes para fazer numa tarde ou noite do que ir ao barzinho. No caso de sair para uma boate ou festa, já não acho tãããão desperdício assim. O que eu venho comentando com minha irmã é que ela gasta muito dinheiro com bebida e tal e vive reclamando que tá sem dinheiro. Eu dei uma solução para ela: pare de beber! É claro que ela não gostou da ideia. Eu ainda acho que as pessoas podem viver sem a bebida. Poxa, ela não faz parte do seu corpo.

Como eu disse, acho meio desperdício gastar dinheiro com bebida. Eu, por mim, preferia investir meu dinheiro em restaurantes do que em bares. Uma ideia bem mais atraente. É um bom investimento, até porque você investe no paladar, degustação, coisa e tal e ainda poupa o fígado.

E para quem diz que 51 é mania de brasileiro, eu digo. Mania de brasileiro é cerveja. Estou certa ou estou errada?

20 de abril de 2010

Falando da série

Terminei hoje a melhor série de livros que li em toda minha vida. Apesar de não ter lido muitas séries. Li as séries O Diário da Princesa e Crépusculo, mas não li o último livro de ambas. Comecei também a ler a série As Fronteiras do Universo, que na verdade, é uma trilogia, mas por enquanto, só li o primeiro livro.

Mas voltando...A série da qual estou falando é As Brumas de Avalon. Creio que é bastante famosa e antiga (1979). O primeiro livro da série é A Senhora da Magia. Esse primeiro livro li um pouco sem vontade. No começo, me cansou muito, mas acabei lendo até o final. Eu não tinha gostado muito da história. Fiquei até com receio, por que eu tinha os outros três livros para ler e achei que não iria gostar também. Após ler o primeiro, dei uma pausa e fui ler outro. Quando terminei esse outro, só me restaram a continuação da série. E me arrisquei a ler. Pouca coisa eu lembrava do primeiro livro ao ler o segundo, que é A Grande Rainha. Mas, aos poucos, minha mente clareou as ideias e fui lembrando. Fui devorando a série, lendo todo dia 50 páginas. E em uma semana e meia, creio, terminei. Se eu fosse pelo primeiro livro, nunca teria lido essa maravilhosa série.

Fui me apaixonando pelos personagens e odiando tantos outros. Logo de cara, gostei de Morgana, a irmã de Arthur, o Grande Rei. Eu gostava de Arthur, mas depois que ele se casou com Gwenhwyfar, acabei desgostando dele. Da rainha, a Gwenhwyfar, nunca gostei. Sempre a achei ingênua, muito cristã e hipócrita. Lancelote, que era primo e muito amigo do rei , era apaixonado por Gwen e eu torci desde o começo que eles nunca ficassem juntos. E diversos personagens que entraram e saíram.

Enfim, leio e recomendo.

Na ordem dos títulos:
  1. A Senhora da Magia
  2. A Grande Rainha
  3. O Gamo Rei
  4. O Prisioneiro da Árvore.
Pra saber mais um pouco, aqui tem os resumos dos quatro livros.

13 de abril de 2010

Aquela tarde.

Eram três da tarde quando Olívia desceu do ônibus. Samuel estava à sua espera, sentando no banco da parada. Fazia dois dias que não se viam, mas era como meses, anos. Eles se abraçavam demoradamente para matar a saudade. Alguns dizem que são um casal grudento, outros dizem que isso é amor mesmo.
Ele a pegou pela mão e foram caminhando até a praia. Foi um encontro marcado, para relembrar os velhos tempos. Fazia tempo que eles não iam à praia, passar uma tarde por lá. Olívia gostava muito de ir à praia. Quase nunca ia. Não era pela questão de tempo, ela sempre tinha tempo livre. Só que ela nunca parou para pensar sobre o por que de não mais ir à praia.
Olívia caminhava conversando com Samuel, sempre o olhando. Ela gostava disso. Não sabia fazer outra coisa quando estava ao lado dele: admirar. Os gestos, o jeito de abrir a boca ao falar, o modo como ele piscava os olhos. Todos os mínimos detalhes.
Chegaram à avenida quando o sinal abriu para os carros. Não fazia mal. Enquanto o sinal não abria, eles aproveitavam para se abraçar. Para Olívia, o tempo parava quando Samuel a abraçava. Era como se nada existisse ao redor. Só os dois e mais nada. Era boa aquela sensação.
O sinal abriu e finalmente eles atravessaram a avenida. Quando pisaram no calçadão, sentiram a brisa do mar. Aquilo era muito familiar. Nostálgico, diga-se se passagem. Caminharam um pouco sentindo aquela brisa e conversavam sobre coisas aleatórias. Ficaram um pouco na dúvida se iam ou não para a areia. Mas então decidiram e foram.
Olívia era esperta. Trazia em sua bolsa uma toalha, água, biscoitos, alguns bombons, chocolate...Tudo para uma tarde gostosa na praia. Samuel ficou sem graça ao ver Olívia tirar as coisas da bolsa. Ele nem sequer tinha pensado em algo assim. Mas Olívia não ligou muito para isso. Afinal, estando com Samuel já bastava.
Estenderam a toalha na areia e colocaram a sandália como peso, para não voar. Samuel se sentou de frente para o mar e Olívia fez o mesmo, mas sentando entre as pernas dele e encostando-se a seu peito. Samuel adorava quando Olívia se sentava assim. Ela praticamente deitava em seus braços e ele a abraçava, deixando-a bastante confortável. Ficaram ali, comendo e bebendo, enquanto um grande quadro às suas frentes mostrava-lhes sua beleza.
Admiraram a paisagem por um longo tempo. O céu se encontrando com o mar. As nuvens cinzas esparsas no céu. Não havia alguma ameaça de chuva. O sol já não estava no céu, mas sua luz se espalhava por todo ele. O mar no seu vai-e-vem, com suas ondas pequenas, se atirava na areia. Algumas aves voam ali perto. Outras pousavam na areia em busca de comida. E Samuel e Olívia ali, um preso ao outro. Preso por um sentimento que seria difícil de soltar. Eles, calados, olhavam-se. Nenhum dos dois soltaria uma palavra sequer, para não quebrar aquele momento. Seus olhares eram mais do que palavras. E então, como a primeira vez, eles se beijaram. Foi aquele beijo demorado, aquele beijo cheio de ânsia, cheio de desejo. Ali estava a confirmação. Ele a amava. Ela o amava. E ponto.
Já não aguentavam ficar ali, desejando-se. Queriam ficar a sós, compartilhar seus desejos. Seus corpos estavam pulsando pelo prazer. Decidiram ir à casa de Samuel, era perto da praia e bem tranquila. E foram caminhando pela praia, contando os minutos, os segundos, para estarem sozinhos.
Ao chegar na casa de Samuel, não se importaram se alguém ali estivesse. Samuel conduziu Olívia até seu quarto e a deitou em sua cama. Ele, com todas suas calma e delicadeza, foi despindo-a. Ela fez o mesmo. Suas respirações ofegantes entraram em sincronia. Samuel, assim, deitou seu corpo sobre o de Olívia. Seus corpos, enfim, estavam conectados. Ele acariciava seus cabelos, enquanto seu corpo sobre o dela, fazia movimentos contínuos. Olívia gemia de prazer, baixinho. E mais e mais, Samuel lançava o peso do seu corpo sobre o dela. Seus movimentos ficavam cada vez mais rápido. Suas respirações não cessavam. Ela o puxava para si, mais e mais. Samuel não parava. E...
O corpo de Samuel tombou ao lado do seu. Quase não conseguia respirar. E ali, onde seus corpos permaneciam saciados pelo desejo, ficaram. Trocavam belas palavras. Olhavam-se, acariciavam-se, beijavam-se. Com seus corpos nus, abraçaram-se e dormiram tranquilamente.

11 de abril de 2010

Aproximidade

Eu te conheci quando nasci. Não, você me conheceu quando eu nasci. Ou melhor, nós nos conhecemos quando tínhamos a noção do conhecimento. Nós ficávamos juntas, na maioria das vezes. Quando tínhamos a idade de brincar, nós brincávamos. Muito! Quando tínhamos a idade de sair, nós saíamos. Mas não tanto. Crescemos e de repente, nós nos afastamos. Não, não foi de repente. Foi aos poucos. E nós mal nos falávamos, mal nos víamos. E foi assim...Éramos como estranhas, desconhecidas quando nos encontrávamos. Ou quase isso. Você na sua vida e eu na minha. Eu nada pude fazer, pois tinha sido você que tinha se afastado. Mas, acho que você sentiu falta, não só de mim, mas de todos e foi se reaproximando. Eu gostei disso, fiquei muito feliz. Pensei que seria difícil, mas não. E então hoje estamos próximas, não totalmente, mas estamos. Até compartilhamos de coisas que nunca haviámos falado antes. Enfim... É bom ter você de volta! :D

9 de abril de 2010

Por onde andam os meus pés?

Não sei onde os meus pés foram parar.
Eles andam por si só.
E me levam a lugares nunca visitados.
Lugares estranhos.
Lugares vazios.
Sem dor nem amor.
Eles andam conforme o dia.
Se o dia está ensolarado,
Eles andam calmamente.
Aproveitando.
Se o dia está chuvoso,
Eles andam apressadamente.
Com medo.
Como se algo os perseguisse.
Mas meus pés gostam muito de andar.
É claro! É pra isso que eles servem.
Um é companheiro do outro.
Um ajuda o outro.
Quando um está no chão, o outro está no ar.
Eles preferem andar nus.
Assim, têm mais liberdade.
Um dia, não percebi...
Mas meus pés tinham sumido.
Ninguém sabe, ninguém viu.
E com toda a liberdade que eles tinham,
Acabaram achando seus caminhos.
Juntos sempre andavam.
Juntos sempre andarão.
E hoje eu ainda não sei
Por onde andam os meus pés.

7 de abril de 2010

Aleatoriedades sobre beleza e conteúdo.

Você só tem beleza
E é como o tambor.
Bonito por fora
Oco por dentro.

É bom ser bonito
É bom ser charmoso.
É bom ser burro?

Beleza é fundamental?
Às vezes sim, às vezes não.
Conteúdo é fundamental?
Eu respondo.
SEMPRE!

De que adianta ser bonito e ser burro?
Você só terá "status", somente.

Você é feio, mas é inteligente.
Utilize sua inteligência para enriquecer.

Burro, feio, sem conteúdo.
Desculpe, mas você não tem futuro.





P.S: Falta do que escrever.