11 de março de 2010

Quando a insônia bate na porta...

Por acaso, não por muito acaso, eu lembrei de outra relíquia que eu tinha. Encontrei um bloquinho da Panan Móveis(rs), datado de 24/09/07, com coisas sem sentido que eu escrevi numa beeeeeeela noite de insônia. Quando a insônia bate, a gente tenta fazer algo de 'produtivo'. Eis minhas escritas:

"A vida é como um prato de sopa". (Okay, não sei o que é isso. Estão abertas as interpretações).

"Sou a fumaça que cobre o céu". (Acho que eu tava lembrando de Lost. Fumaça, coisa e tal, lostzilla).

"Queria matar aquele gênio mau dentro de mim. Aquele que diz: 'Odeio vocês'. Aquele que te faz perder a cabeça. Aquele que te leva à lugares sombrios. Aquele que te faz um ser inexistente". (Sem comentários).

"Por que a insônia insiste em te mandar embora, sono? Por que tu perdes o caminho e não voltas mais? Ela te faz crer que não existes mais. Ela te controla cada vez mais". (Eu converso com meu sono Q e com rimas ainda mais QQ).

"Sou um país. Sou o Brasil. Dentro de mim só há bagunça, maldade, corrupção.
Sou uma pessoa sem coração. Faço parte da indignação. Porém, de nada, eu abro mão.
O poder é minha afeição. Deixo de lado a preocupação. E vivo sem dor e compaixão". (Hein? Eu não sou o Brasil, eu não sou assim. E pra quê tanta rima?).

"Perdi a memória.
Tudo aquilo que foi dito já está esquecido.
Não foi bem uma despedida, mas um adeus temporário". (Isso deve ter algum sentido, eu acho).

"Lembra dos velhos tempos?
Das idas e vindas. Das noites de verão.
Dos dias de Domingo. Dos Sábados sempre bem-vindos". (Bem-vindo continua com hífen, eu pesquisei :D. E desde quando eu me importo com noites de verão?).

"Foi só um momento.
Foi só uma canção.
Foi só um acaso.
Foi só uma ilusão". (Mais uma rima. Q).

"Vanessa, eu não te entendo. Porque escreves isso às 23h30 da noite e não vai dormir? R: Porque a insônia é minha inimiga". (Detalhe 1: além de falar com o sono, falo comigo. Detalhe 2: Se são 23h30, é claro que é noite, né?).

"A noite me revela algo que nunca foi visto, vivido ou entendido." (Até hoje eu não sei o que me foi relevado).

"Não sou um mapa pra revelar segredos. Sou um baú perdido, à espera de um mapa escondido." (Profundo, não? E pra mim, mapas revelam tesouros, ria).

"Eu tenho tanta coisa pra dizer, mas não consigo dizer nada a ninguém. Estou trancada dentro de uma caixinha e dela eu não estou conseguindo sair. E há alguém que possa me tirar dali? Há?" (Velho, me indentifiquei com isso. OI, eu que escrevi. Hehe).

"Deito e pensamento.
Vem.
Não.
Consigo dormir.
Tudo começa.
A fase.
Termina. Está.
Longe de acabar.
Pensamento.
Voa.
O passáro,
O passo.
De um novo.
Fim." (Eu tentei dormir depois dessa. Comentário na folhinha: 'Tentarei dormir. Possivelmente não conseguirei. Ah, vida de boi...' Poderia ser vida de gado, hein?).

"Parece que estou em outro mundo. Tantos pensamentos bobos, tantas indecisões, tantas loucuras em um só ser". (Isso combina com minha vida de agora, 2010).

"O meu refúgio é lápis, papel e a música". (Cadê o plural aí?)

Bem, acabo por aqui. Escrevi essas coisas aqui conforme li no bloquinho, e notei algumas coisitas erradas ou meio fora do comum. Mas eu escrevi no escuro, vai. E eu tava com insônia. Sabe como é, procuro desculpas.

3 comentários:

  1. nossa, poesias com direito a comentários do próprio autor! comentários e autocríticas!

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  2. hahaha
    adorei! principalmente os comentários.

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  3. Aquele do Brasil, a gente pode colocar uma batida e fazer um rap.

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Me incentive um pouco mais.