27 de março de 2010

Dição sem contra.

Era meia-noite.
O sol estava escaldante.
Só se via nuvens cinzas no céu.
Aquela chuva forte.
E o lago estava seco.
Os peixes nadavam livremente.
E pescavam os homens.
O dia já não era dia.
A noite já não era noite.
O homem, animal irracional.
De repente, tudo muda de cor.
Não havia mais nada.
Só o branco.

2 comentários:

  1. Adorei isso aqui!
    Não sei pq, mas isso me lembrou o filme 'Ensaio sobre a cegueira'...

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  2. Olha que eu não entendi nada "Chovia forte. O lago estava seco" Como assim, minha cabeça buga. Haha

    Aspas

    "Esse reencontro está me fazendo lembrar o quanto o aproveitamento das minhas madrugadas de insônia mudaram, antigamente eu passava a noite lendo e escrevendo, agora eu vejo séries e filmes... Está sendo bom poder reviver isso aqui"

    Voltando, passou várias coisas nos meus olhos enquanto eu lia, aquelas mudanças rápidas de cenários como em bons filmes em que somos levados em dimensões diferentes com uma eficiência e encanto incríveis. Lembrou-me também uma música que não tem nada a ver com o escrito mas me lembrou, eu leria ouvindo ela, chama-se eu me lembro, da Clarice Falcão. Fico com essa sensação de mudanças de visões e sensações dependendo de quem vive a circunstância e a ocasião... Acho bonito.

    Beijos Laura.

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Me incentive um pouco mais.