3 de março de 2010

Blog, o que é isso?

Eu tenho blog? É sério?

Às vezes eu me esqueço que eu tenho um.

Como se eu não tivesse tempo pra escrever aqui. Até parece. Na verdade, eu tenho bastante tempo e nunca lembro que eu tenho esse tempo. E se eu lembrasse, eu usaria esse tempo pra escrever aqui. Mas, escrever o que? Eu pensei que todo dia iria atualizar meu blog, mas eu nem tenho o que escrever. Poesia? Ah, eu já fiz algumas, mas Poesia rima com hipocrisia. E porque eu iria escrever poesia?
Ah, eu já entendi o porque de eu não postar tanto aqui. Veja o nome do blog: Inercya. A inercya verdadeira não é com Y e tem acento. Pois é, é por causa da inercya em mim que eu não escrevo. Falando nisso, estou até devendo a alguém que me perguntou "Por que inercya?", um post aqui explicando. Mas hoje nem estou afim de responder essa pergunta, então deixa pro próximo, okay?
Hoje eu mexi na minha gaveta da cômoda. Aquilo é um museu, sério. É incrível como o "povo" gosta de ver o que eu tenho ali. E não dá pra fazer uma lista de relíquias que se encontra ali. Tem coisa de mil novecentos e trinta (modo de falar). Mas eu adoro mexer nas minhas relíquias, até achei coisinhas que escrevi. Vou colocar aqui, mas só lembrando que eu não gosto de poesia, se é que posso chamar de poesia.

"Quintal (03/04/08)

Do meu quintal
Às onze da noite
Eu vejo o céu
No seu azul infinito
Cheio de estrelas
Cheio de brilho
Porém, tem uma em especial*
Aquela que
Em mutações de cores
Chamou minha atenção.

Aos latidos dos cachorros
Aos zunidos dos grilos**
Ao som do avião
Que aterriza na terra***
Deixo a minha mente fluir
Até meu sono chegar
Para levar-me ao aconchego
Do dia que se terminou."

Eu coloquei a "poesia" como escrevi, e então percebi que tinha algumas falhas:
*A especial que eu citei era uma estrela. Eu não a citei antes. oÔ
**Desde quando grilos "zunam"?
***Aqui não é falha, é só uma explicação. A palavra "terra", com letra minúscula mesmo, por que o avião não saiu do planeta, então ele aterriza na terra com letra minúscula.


A outra coisinha que eu encontrei não tem data, mas eu sei que foi em meados de 2003 ou 2004, ou seja, é muito velha. Eu tinha 12 anos. Lembro muito bem o por que de escrever isso. E não tem título.

"Lembro-me que naquele dia, ao
acordar, senti uma sensação estranha.
Triste. E assim, chegou o pranto. Foi
devastador.
Ao me deitar, passando a mão em
minha cabeça, ela disse em meu
ouvido: "Eu estou bem". Logo, o sono chegou
e eu dormir em paz."

6 comentários:

  1. gostaria que continuasse gostando de poesia...
    não pela poesia em si, mas... não sei.

    vc é minha Florbela Espanca! *-*
    xD

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  2. No que dissestes sobre a poesia,que rima com hipocrisia,também rima com melancolia..Sabe uma coisa eu mesmo não sei o que é poesia,pode ser um copo de vinho,um choro de solidão..Possa ser que a poesia não seja nada..Alguns dizem que o "eu"lirico,a expressão ativa dos sentimentos,transformar o abstrato em concreto..Dá vida a uma pedra..Quando se escreve uma só letra ,nesta letra está todo nosso mundo.Há poesias que se escondem,pode ser em uma gaveta,ou dentro de nós que o tempo empoeirou..

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  3. As vezes também esqueço que tenho um. Também preciso olhar minha caixa de relíqueas e minha última gaveta... sei que vou encontrar algumas coisas por lá.

    E o poeminha sem título 'é de fazer chorar'... =~

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Ah! acho que você deveria explicar logo sobre essa 'inercya'... to curiosíssima!

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  6. Eu gostei das poesias rsrs... Fiquei com vontade de questionar a quê se referia a segunda, do porque e quando a escreveu.


    Beijos Laura.

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