26 de janeiro de 2010

Passeio cultural

Foi um trabalho e tanto colocar essas fotos aqui. Tentei ontem, mas não deu certo. E eu tava com pouca paciência. Queria que ficasse enquadradas, mas não deu. Não, eu não estou fazendo meu blog de fotolog, álbum de orkut, essas coisas. Gostei muito dessas imagens e quis pôr aqui. Enfim, perdi muito tempo com isso e vai assim mesmo.

Brancas.











Verdes.





















Amarelas.


23 de janeiro de 2010

Unsichtbar


Às vezes, não sei como me sinto quando estou ao redor de várias pessoas. Sei lá, eu sempre fui calada, a do tipo 'boa ouvinte' (ou não, costumo me distrair fácil quando alguém está falando comigo, e não é proposital). As pessoas conversam entre si, em determinado grupo, em que eu estou, mas de alguma forma, eu não consigo me encaixar na conversa. É quase sempre assim. Eu fico olhando, tentando participar, mas parece que ali, onde eu estou, eu 'não estou'. É como se ninguém me visse, como se eu não estivesse ali. É como se as pessoas não quisessem minha presença ali. Me sinto em preto&branco, aquela pessoa apagadinha, que só enxergam quando precisam de algo. Sabe quando você está em um grupo e todo mundo conversando, você a única pessoa que não fala nada, aí vem diversas coisas em sua mente, você para pra pensar e só escuta os 'chischischis' das conversas, láááááá no fundo? Pois é.

O pior é quando as pessoas se reúnem, milagrosamente, por sua causa, e você continua assim, 'inotável'. Um grupo de um lado, conversando, e um grupo de outro, rindo e você tenta participar da conversa/risada e vê que é uma vã tentativa. Daí, você olha pra um lado, olha pro outro, e depois pra si mesmo e pergunta: O que eu estou fazendo aqui? Nesse tipo de situação eu não me sinto confortável, de jeito nenhum. Até porque, apesar de tentar, eu acho uma chatice entrar no meio da conversa, pois eu sempre chego perguntando as coisas e ninguém tem paciência de falar, ou diz que eu tinha nada a ver com a conversa, coisas desses tipos. u.u

Quando você precisa de alguém, de atenção, de paciência, de amizade, parece que essa pessoa é a que menos se importa com você, pois está ocupada demais com a aparência, ou com o parceiro, ou com seus amigos, ou com seus sites da Internet, essas coisas. E você não tem coragem pra falar, porque não gosta de 'correr atrás', pois já está cansado disso. Chamo isso de orgulho. Sei que é, sei que tenho, porém é chato demais você 'ligar' tanto pra alguém e não estar 'nem aí'. Mas legal ainda é quando, finalmente, você decide convidar a pessoa pra algo e quase sempre não vai, pois está ocupada demais com seus blábláblás. Antes, você se sentia importante importante para ela, hoje nem tanto, amanhã não mais. E assim, sua 'luz' se apaga, você vai diminuindo, diminuindo, diminuindo... É aí que nunca vão te enxergar. Por isso que cansei. Cansei de me importa com alguém que não se importa comigo, ou se se importa, não demonstra. Cansei de ir atrás, até por que eu me sinto invisível.

Pois é assim, seja num grupo de amigos, ou numa multidão, não importa, eu sou invisível a eles. A não ser quando eu bebo alguma coisa, aí eu consigo conversar e muito por sinal, aí eu não sou invisível, e falo muita merda, que nem é difícil notar. Sou notável só quando bebo? É o que parece, né? As pessoas irão dizer: Eita Vanessa, isso é frescura tua, nada a ver, nada a ver. Mas ninguém percebe o que faz.

19 de janeiro de 2010

Dias frios.

Num dia, de repente, a gente acorda pra vida. Não exatamente isso, mas acorda, porque tem que acordar, afinal, são três horas da tarde e você não deve ficar até essa hora, pois não é saudável, e também porque você perdeu praticamente o dia todo. Certo, você já acorda sem sono, porque dormiu dez horas, mas quando realmente acorda, abre a janela, olha pro céu, vê aquela imensidão cinza, procura por algo azul e é totalmente inútil, você pensa mais uma vez: Deveria ou não deveria ter saído da cama?

Dias frios nos remetem a tempos passados. Nos fazem refletir, pensar bastante e dá aquela nostalgia. Dá também vontade de escrever. Não sei porque, não sei se é só comigo, mas quando eu olho pro céu, sinto o friozinho, me dá aquela vontade de escrever. Escrever coisas sem sentido, escrever sobre o dia, o tempo, o que tá acontecendo...Isso é tão estranho. Parece que tudo no mundo é estranho. Você não tem vontade de fazer nada, não tem vontade de sair de casa... Não há coragem em dias assim.

18 de janeiro de 2010

Toc

Fiz nesses dias, exatamente sábado, um teste, na verdade "Sistema de Avaliação Mental" (se quiser dá uma checada: http://lorenzi.eti.br/instrumentos). É um grande teste, que não se pode fazer em um dia. Tem várias fases e eu só fiz a primeira, que é a "Fase Psicológica". A Fase Psicológica fala sobre seu temperamento emocional, que envolve medo, vontade, controle e raiva e o temperamento afetivo, que no meu caso, envolve temperamento obsessivo. Enfim, estou aqui para falar sobre meu controle. Vai aí um texto do que ele fala sobre o meu controle:

"De qualquer maneira, o controle alto favorece a boa execução de tarefas, mas muitas vezes pode ser visto pelos outros como “chato” ou perfeccionista. Do ponto de vista de transtornos psiquiátricos, o controle alto pode se associar a sintomas de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e de anorexia nervosa."

Pois é, eu sou vista por muitos por chata, perfeccionista, organizada, 'cabulosa', 'tia Vilene', essas coisas. E foi isso também que o teste passou para mim. Tenho culpa se sou organizada demais? É, ele fala que eu tenho um controle alto, exatamente 21.0. Eu ainda achei pouco, já que vai de 0 a 30. Tenho muito essa obsessão por querer tudo limpo e arrumado, do jeito que eu deixei. Não, eu não suporto quando alguém chega, no lugar que eu passei uma hora do meu precioso dia, e tira as coisas do lugar, desarruma praticamente TUDO. E o que eu mais tenho raiva é que essas pessoas não colocam as coisas no lugar, não deixam como estava e sai assim, sem mais nem menos. E eu, com toda a paciência, peço para ajeitar, mas não fazem. Eu poderia fazer, claro, porque eu realmente gosto de arrumar mas fico com muita raiva porque essa pessoa chegou para desarrumar o que EU arrumei. EU! E então, tento de tudo, falo MIL vezes, mas a pessoa não me atende, ou simplesmente faz isso de propósito (sei que não faz, mas é isso que eu penso). E então, eu fico com mais raiva ainda e simplesmente surto. SURTO! Sério, como a pessoa, que não tá fazendo nada ou está, mas como não pode tirar UM MINUTO do seu tempo pra fazer o que eu estou pedindo? COMO?

Eu, particularmente, adoro arrumar meu quarto, pois é nele que eu durmo e gosto de dormir num lugar aconchegante, arrumado, livre de poeiras e de desorganização. Geralmente, quando começo a arrumá-lo, a primeira coisa que eu faço é arrumar minha cama, óbvio. Mas aí eu olho e penso "Se eu arrumasse as outras camas e o resto todo do quarto, não ficaria bonito?" Aí vou eu, The Great Organizer, e faço uma geral arrumação. E faço mesmo. O quarto fica outra coisa. Quem seria dele sem mim? Mas então, não dura mais que um dia. Eu sei que as coisas não podem viver eternamente organizadas, sempre vai ter algo fora do lugar, mas não pode isso durar mais que um dia?

Tem gente que ainda assim diz que eu sou preguiçosa. PREGUIÇOSA!? Uma ova! Eu durmo pouco, acordo, nem sequer vou ao banheiro, não como, não faço nada, apenas começo arrumar o quarto, passo uma hora pra deixar do jeito que eu quero, que eu gosto e ainda me chamam de PREGUIÇOSA? Esse mundo é mesmo injusto. FATO! E, por eu parecer "preguiçosa", pegam no meu pé e me mandam pra cozinha. Cozinha, o melhor e pior lugar da casa. Acho que já deu pra entender. Mas, por que me mandam pra cozinha? Por que!?!? Eu poderia ficar no quarto, na sala, na área de serviço, fazendo o que sei e gosto de fazer, mas simplesmente, ninguém liga pra o que eu gosto de fazer, mas pra o que eu não gosto de fazer. É por isso que eu vou pra cozinha! Por que tem que ser assim?

Enfim, hoje descobri que eu tenho o TOC. Nunca soube muito sobre isso e nem sequer me 'toquei' que eu tinha isso. Mas, prejudica? Não, não exatamente, pois como disse o teste, "O controle alto gera vantagens principalmente se houver muitos deveres a serem cumpridos ou tarefas mais desgastantes" e gosto mesmo disso, gosto mesmo. Porém, pensando bem, prejudica um pouco, pelo lado de arrumar e querer que fique daquele jeito eternamente. Mas, vai ser sempre assim, "Coloca isso no lugar", "Você encontrou isso aqui?", "Arruma aquilo ali, por favor" ou "EU NÃO VOU FAZER MAIS NADA. NADA!" Mas acabo sempre fazendo.




"Pessoas com o temperamento obsessivo são muito ligadas à perfeição, a regras e à organização, ficando ansiosas quando alguma coisa não está do jeito “certo”. Em alguns casos, isso leva a rotinas e maneiras específicas de fazer as coisas da sua vida ou até dos seus familiares. Podem sofrer resistência, mas costumam ser teimosos e acham que têm sempre razão. Portanto, querem que as coisas aconteçam e sejam do seu jeito, mesmo que para isso tenham que ser impositivos, insistentes ou até manipuladores. Os problemas aumentam quando as preocupações com o jeito “certo” das coisas tomam grande tempo e passam a ser ruminações mentais que atrapalham a produtividade. As preocupações também podem se dar em torno de questões de limpeza e organização."

17 de janeiro de 2010

Medo.

Não, não sou uma boa escritora. Nunca me interessei em escrever e hoje estou aqui. Na verdade, esse nunca é meio vago. Tudo para mim é meio vago, mas enfim. Quando eu era criança, gostava muito de escrever. Sempre que os professores passavam 'redações', do tipo: "Como foram suas férias?", eu me empolgava e contava tudo o que eu tinha feito. Ou quando eles pediam para escrever uma historinha sobre determinado tema ou qualquer um, eu escrevia. E nao demorava muito para pensar.

Lembro-me bem, ou não, do dia em que eu escrevi uma historinha, que minha professora gostou muitíssimo. Não sei se a história que eu escrevi era sobre o apagão ou a menina que adorava dormir no banheiro, mas sei que ela gostou. Gostou tanto que decidiu ler para todos os alunos. E eu? O que fazer? Bem, eu sempre tive vergonha das coisas que eu escrevia, tanto como historinhas e cartas, e dessa vez, minha historinha seria contada a todos os que estavam presentes. Nao poderia ficar ali, enquanto minha professora lia para a turma e depois revelar a autora. Desci as escadas quando ela começou a ler e fui ao banheiro. E fiquei lá, durante um bom tempo, me olhando no espelho, esperando o tempo passar. Imaginei que ela tivesse terminado e voltei. Subi as escadas e quando entro na sala, todos batem palma e se viram pra mim. Sério, naquele momento, nao sei dizer o que eu senti. Só sei que entrei na sala, com a cabeça abaixada, para não ter que olhar pra ninguém e me sentei. É só o que eu lembro.

Acho que esse meu medo sempre foi presente em minha vida. Nunca gostei de apresentar trabalho, do tipo seminário. Nunca quis ser a primeira, muito menos a última, pela ansiedade. Quando chegava minha vez, o nervosismo corria por todo meu corpo, meu coração acelerava e mesmo se eu estivesse com a fala na mão, eu gaguejava enquanto lia. Às vezes, também, quando a fala era decorada (sempre fui de decorar, e não aprender e expressar para os outros o que eu aprendi), eu me perdia, tentava lembrar, e mais uma vez, gaguejava. Mas hoje, não preciso mas disso, por enquanto. Minha irmã diz que eu tenho que saber me expressar, saber falar as coisas, pois quando eu entrar na faculdade, tudo vai ser diferente, eu não vou poder ter esse medo de apresentar trabalho, esse tipo de coisa. Fico imaginando: o que será de mim quando esse dia chegar? Não sei. Acho que eu vou ter que respirar profundamente e encarar.

É, encarar. Coisa que eu não costumo usar para o meu dia-a-dia. Parece que estou cercada de medo. Perdi minha coragem. É, eu fui corajosa um dia. Minhas irmãs sempre disseram que eu era corajosa. Eu era o homem da casa, quando meus pai e irmão não estavam, e era sempre assim...Eu as acompanhava até a área de serviço e esperava por elas, pois o quintal é escuro e você não vê nada além de sombras. E elas apagavam a luz da área de serviço e saiam correndo e eu ia caminhando, tranquilamente. Também não gosto de ficar sozinha em casa, principalmente à noite. Sempre escuto barulhos estranhos e minha imaginação fértil trabalha sozinha e cria algo aterrorizante. Quando isso acontece, tento me distrair ao máximo, ocultar meu medo. Mas, às vezes, é difícil. Penso que tem alguém me vendo, vendo que estou com medo, vendo que eu estou tentando encarar meu medo, e essa pessoa sabe que eu finjindo não ter medo. Faço ligações, pra pelo menos ouvir a voz de alguém, pra me acalmar. Mas não dura mais que dez minutos. Chamo Lana, minha cadelinha, pra ficar em minha companhia. Mas ela teima em querer sair do quarto. Ou eu faço carinho, ou ela sai. E então, sigo tentando driblar meu medo.

E o que eu não gosto é de dormir à noite, no meu quarto, sozinha, pois tudo fica um breu e minha imaginação fértil trabalha sozinha novamente. E odeio ter que fechar a janela e a cortina. Sempre penso que quando eu vou fazer isso, alguma coisa irá surgir da escuridão do meu quintal. Fecho sem olhar e rápido, muito rápido. E então, volto ao computador para ocupar meu tempo. Tempo. Olho sempre para o relógio, esperando que eu tempo passe e amanheça, para eu finalmente ter coragem de dormir. Fico aqui, até cinco horas da manhã, esperando o sol aparecer, pois assim, me sentirei segura e poderei dormir tranquila, sem nenhum medo.





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