19 de julho de 2018

O silêncio da Mata.

Natureza e calmaria. Árvores, som do vento, dos pássaros, sons de pequenos passos. Conexões bonitas e profundas. Impermanentes.
Pessoas simples, sorrisos simples. Pessoas amáveis, abertas, acolhedoras.
Conforto e aconchego de estar em casa, mesmo a quilômetros de distância.
Abandono de barreiras mentais, entrega ao momento, ao momento presente. Se entregar e se integrar às coisas ao redor: pessoas, natureza, práticas, sentimentos.
Olhares amorosos, sem julgamentos, o ouvir e o falar. Se despir sem medo.

[Uma sintonia intensa. Uma conexão íntima pelo silêncio. Aquele silêncio confortante, que de nenhuma maneira é embaraçoso. O silêncio que nos fez presente, o silêncio contemplativo, do momento, das paisagens e das companhias. Um pôr do sol inigualável; um céu extraordinariamente estrelado de uma noite clara; incontáveis sorrisos que transmitiam sinceridade e pureza; abraços demorados, apertados e sem espaços vazios, que exalavam afeto e carinho].

Momentos para se guardar. Momentos em que se percebe que há completude. Ter tudo o que se precisa dentro de si para a própria felicidade. Não há solidão. Há solitude e integração. A mesma busca, os mesmos anseios. A qualidade humana simplesmente em união.

Fevereiro 2018.

15 de outubro de 2017

Pela tua janela.

Passei na ida pela tua janela
Não te vi
Passei na volta pela tua janela
Também não te vi
Provavelmente não vou te ver mais
E da próxima vez que eu passar
Pela tua janela
Eu não vou olhar
Não vou
E só vou olhar
Quando tu não estiver mais aqui
Em mim

.

14 de outubro de 2017

Esse alguém.

A minha insegurança dizia
Que tu ia embora um dia
Mais cedo do que deveria

E eu só lamento
Já não é mais um tormento
Mas relaxa, eu te entendo

Eu só quero te ver bem
Nunca deixe que ninguém
Tire o que te faz ser esse alguém

.

13 de outubro de 2017

Po, Cara!

Algumas palavras me fugiam da mente, mas o fato de que o que eu sentia já não era mais mentira. Apaixonante foi o teu sorriso, de lado a lado. Parecia que expandia o mundo todo, e eu ali apenas admirada com a simplicidade e a espontaneidade de um sorriso sincero. Veio de forma avassaladora, com sentimentos tão bonitos que eu não consigo definir agora. Desvencilhar, fugir, esquecer pra que? Sei lá. Eu crio as palavras agora enquanto minha mente está fresca, cheia de coisas boas que só eu sei que tinha pra te dar. E é incrível como as coisas fluem, baby, mas eu sou assim. Eu sei o que sou, eu sei do que gosto, eu sei do que sinto. E o que sinto é isso que eu vinha te demonstrado a todo instante, não através das minhas palavras, mas dos meus gestos, das minhas emoções. Conseguiu captar, conseguiu sentir e perceber isso? Tu pode até achar esquisito, "mas que porra é isso"? Como que pode? Não, pode até parecer, mas não é. O sentimento fluiu e irradiou em forma de energia, e isso foi lindo. Era assim que eu recebia teu sorriso, cheio de luz e cheio de vida. Desculpa parecer repetitiva e falar do teu sorriso, mas é que ele grudou na minha mente, já estacionou lá no lugarzinho de memórias boas, porque é lindo demais esse sorriso.
Mas então, eu sei, a vida é passageira, a vida é momentânea e é por isso que te escrevo aqui, para te guardar no meu cantinho de sentimentos. Aqui eu te guardo, com carinho e com afeto, do mesmo jeito que eu guardo também dentro de mim. E guardo todos os momentos que te vi sorrir e que tu me fez sorrir também, por que pra mim o que vale à pena nessa vida é sorrir e receber isso de volta. 
Saudade daquele primeiro beijo de treze de setembro e do que fomos (será que realmente fomos alguma coisa?).